Cidades
Curso superior integra pol�cias Militar e Civil
FÁTIMA ALMEIDA A integração das polícias militar e civil foi o principal enfoque de autoridades que participaram, ontem, da aula inaugural do Curso Superior de Polícia (CSP), na Academia de Polícia Militar Senador Arnon de Mello, da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL). O curso, que dentro da coporação equivale a uma pós-graduação, tem como objetivo capacitar oficiais superiores para cargos e funções dentro de diversos níveis da PM, inclusive para o comando. A turma é formada por 19 alunos militares de Alagoas, 11 de outros estados e, pela primeira vez, cinco delegados de polícia do Estado. ?Esse curso é um embrião de um centro formador único, porque além de formar o oficial para o comando, ele inicia, com a participação das duas polícias, o processo de integração necessário ao aprimoramento da segurança pública?, explicou o comandante da Academia, coronel PM Adroaldo Goulart Filho, destacando ainda o fato de que essa integração, começa pela formação de cúpula das duas polícias. Segundo ele, já existem estudos para ações, caminhando para um Plano de Policiamento Integrado que prevê, inclusive, a construção de módulos integrados nas instalações físicas das polícias. Integração Para o tenente-coronel José Artur Samaha, do Rio de Janeiro, esse curso significa, para Alagoas, a oportunidade para iniciar a integração pontual das duas polícias, cujas vantagens, segundo ele, estão, entre outros pontos, na maior rapidez de ações e de comunicação entre elas, resultando, certamente, em maior eficiência para a segurança pública. ?Alagoas e o Rio de Janeiro são os dois estados onde delegados já participam de cursos de formação de oficiais da PM?, afirmou ele. As vantagens da integração também foram a tônica dos discursos do secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino e do comandante geral da PM-AL, coronel Edmilson Pontes, que ministrou a aula inaugural do curso. O comandante defendeu também uma maior interação das polícias com a comunidade e a necessidade de uma política transversal para a segurança, que trate esse assunto como uma questão de sociedade, e não só de polícia.