Cidades
Sa�de abrir� leitos para reduzir superlota��o em maternidades
Durante a reunião do Comitê Estadual de Redução da Mortalidade Infantil, que contou com a presença de representantes do Ministério Público, técnicos da área materno-infantil e representantes de hospitais públicos da capital, foram definidos vários encaminhamentos para reduzir os problemas gerados pela superlotação das maternidades de alto risco. Entre essas medidas estão a criação de novos leitos na capital e no interior do Estado, de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Unidades de Cuidados Intermediários (UCI). De acordo com o presidente do Comitê, Cláudio Soriano, neonatologista do Hospital Universitário, a situação já está crítica há muito tempo, e mesmo com a ampliação do número de leitos na Maternidade Santa Mônica e no próprio HU, nos últimos dois anos. Mais leitos Entre as primeiras medidas está a criação de berçários intermediários para municípios pólos do Estado. Em Palmeira dos Índios, onde já existem leitos de UTI Neonatal, serão criados mais seis ou oito leitos de UCI, ainda neste semestre. Também foi definida a urgência para a reforma de uma área do Hospital Regional de Arapiraca, onde serão abertos seis leitos de UTI. Já existem equipamentos disponibilizados. O comitê vai avaliar a possibilidade de implantar essas unidades, também, nos municípios de União dos Palmares, Rio Largo, Penedo e São Miguel dos Campos e nos hospitais São Rafael e Paulo Neto, em Maceió. ?Essas duas unidades têm um grande fluxo de gestantes e têm que ser dotadas de estrutura para terapia intensiva e cuidados intermediários?, observa Cláudio Soriano. Na capital, segundo ele, também está sendo encaminhado um projeto que visa dotar o Hospital José Carneiro de condições para receber parturientes cujos recém-nascidos não necessitem mais de UTI ou UCI, mas não tenham ainda completado o tratamento. Serão disponibilizados 12 leitos para essa retaguarda, que contribuirá, também, para desafogar as maternidades de alto risco.