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Distribui��o do sop�o pode ser�suspensa por falta de recursos

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FERNANDA MEDEIROS Mais de seis mil pessoas de 30 comunidades carentes em Maceió podem ficar sem receber o sopão, alimento distribuído, diariamente pelo Soprobem, por causa da suspensão das apostas da Loteria de Alagoas (Loteal), órgão que repassava os recursos destinados ao programa. A informação foi dada, ontem, pelo presidente do Soprobem, Chico de Assis. ?A suspensão das apostas da Loteal vai influenciar na renovação do convênio do Sopão, existente entre Loteal e Soprobem, e que vai até o mês de maio. É lamentável, mas a situação está se encaminhando para isso?, disse. Segundo ele, as mais de seis mil pessoas beneficiadas, de comunidades como Lixão da Slum, Cidade de Lona, Sombra dos Eucaliptos, Dique Estrada, Vale do Reginaldo, Favela da Lagoa, Flexal de Baixo, entre outras, que vivem em verdadeiros bolsões de miséria, ficarão sem receber o sopão, que é entregue duas vezes ao dia. ?Essas pessoas precisam deste benefício. Elas vivem em condições de miséria total, de completa exclusão social. Não entendemos como numa época em que se fala em projeto Fome Zero pode acontecer um fato desses. Isso é uma contradição ao Fome Zero?, opinou Chico de Assis. Para ser beneficiado com o sopão, ele explica que os líderes das comunidades carentes, bem como os presidentes de associações de moradores fazem a inscrição das famílias mais pobres e encaminha ao Soprobem. Lá é feita uma seleção para o cadastro das famílias, através do Setor de Serviço Social do órgão. ?Nossa prioridade é matar a fome das pessoas que, em sua maioria, são mendigos que vivem nas ruas pedindo esmolas, sobretudo crianças e idosos, que vão ficar sem as duas únicas refeições diárias que possuem, que é o sopão. Acabar com o sopão é não permitir que essas pessoas não vivam?, destacou, acrescentando que os beneficiados pelo sopão têm no Soprobem um abrigo, a própria sobrevivência. De acordo com ele, a questão não é de sensibilidade, mas de necessidade. ?Essas pessoas precisam comer, matar a fome?, lembra. Leite Caso o convênio não seja renovado, em maio, o projeto poderá acabar. E mais, os próprios funcionários da fábrica de sopa, que funciona em Bebedouro, poderão perder o emprego. ?Se não há sopão, não há necessidade de funcionários?, observou a coordenadora técnica de projetos do Soprobem, a assistente social Sueli Omena Costa. O presidente do Soprobem afirma que torce por um desfecho favorável para as comunidades. ?É preciso que seja feita uma análise concreta do que realmente pode causar uma decisão impensada?, disse, acrescentando que projetos como o Programa do Leite, do Primeiro Emprego, também podem ser afetados. Instituições como o Lar São Domingos, que recebe recursos do Soprobem, e a Cruz Vermelha, que recebe o sopão, também correm sério risco de perder o benefício. Ele explicou, no entanto, que outras formas de arrecadar recursos estão sendo desenvolvidas com a iniciativa privada, sobretudo para conseguir os alimentos (verduras e legumes) para o preparo do sopão. ?Estamos fazendo convênios com algumas empresas e órgãos, mostrando-lhes o nosso pensamento de inclusão social. Dentre as instituições estão o Sesi, o Ministério de Ciência e Tecnologia, a Santa Casa de Misericórdia de Maceió ? que vamos assinar convênio na próxima semana -, a Federação das Indústrias, Caixa Econômica Federal e Telemar, entre outras?, informou, acrescentando que também estará encaminhando projeto para o novo grupo do supermercado Bompreço.

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