Cidades
Poder p�blico debate nova �rea para o lix�o
A apresentação por técnicos da Universidade Federal de Alagoas sobre os estudos de novas áreas para implantação do Aterro Sanitário de Maceió é um dos principais assuntos da reunião ordinária do Conselho Municipal de Proteção Ambiental (Compram), a ser realizada, hoje, a partir das 9 horas, no auditório da Secretaria Municipal de Planejamento. ?Somos os maiores interessados nessa questão?- salientou o secretário municipal de Proteção Ambiental, Álder Flores, revelando que os conselheiros municipais de meio ambiente têm vários questionamentos sobre os estudos já realizados pela Ufal. Representando órgãos públicos, entidades de classe e organizações não-governamentais, os conselheiros querem informações sobre os parâmetros pelos quais os técnicos da Ufal definiram as três áreas apontadas como ideal para implantação do Aterro. Até agora, eles não foram informados sobre o trabalho da universidade, contratada pela Prefeitura de Maceió para identificar uma área tecnicamente apropriada para implantação do Aterro Sanitário. O chamado Lixão de Mangabeiras está com seus dias contados. A própria superintendente de limpeza urbana, Rosa Tenório, admitiu que aquela área não tem como suportar mais lixo e se continuar sendo utilizada pode provocar maiores danos ambientais. ?É absolutamente impossível continuarmos colocando lixo na área atual?- ressaltou ela. Novas áreas O secretário Álder Flores entende que quanto mais informações a população receber sobre a questão maiores são as chances de o poder público encontrar uma solução para o problema. Por isso, ele considera importante o debate no Conselho Municipal, que é órgão deliberativo e que terá que ser ouvido na definição da área para instalação do Aterro Sanitário. As novas áreas ficam na localidade Cachoeira do Meirim, próxima ao conjunto Benedito Bentes, onde a população já se manifestou contrária à instalação. Os moradores alegam que a região dispõe rico de um manancial e de áreas de preservação ambiental e temem contaminação com a instalação do lixão. A Infraero também se mostrou apreensiva com a escolha das áreas pela proximidade com o Aeroporto Zumbi dos Palmares.