loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Paciente com Aids perde acesso a exames gratuitos

Ouvir
Compartilhar

FERNANDA MEDEIROS Cerca de 600 pacientes portadores do vírus da Aids, que estão cadastrados no Programa Municipal de Controle e Prevenção em DST/Aids, estão sem poder realizar os exames de CD4 (contagem de células) e do quantitativo da carga viral do HIV, que são indispensáveis para a avaliação dos pacientes de Aids. A informação é do coordenador do Ambulatório Municipal de DST/Aids do PAM Salgadinho, médico Edson Ataíde. ?Esses exames servem para indicar a terapia anti-retroviral e para avaliar a eficácia do tratamento que está sendo feito nos pacientes. Além disso, indicam a via de parto para gestantes portadoras do HIV?, explicou o médico. De acordo com ele, os exames estão suspensos desde o dia 20 de dezembro, quando o Laboratório Central (Lacen), responsável pela análise das amostras de sangue colhido dos pacientes, deixou de fazer os exames. ?O laboratório já está há três meses sem realizar os exames. Para se ter uma idéia, temos gestantes que chegaram no PAM Salgadinho, para fazer o tratamento, no mês de dezembro, e, até agora, não puderam fazer, por causa da falta dos exames?, lamentou Ataíde, acrescentando que o tratamento só pode ser iniciado depois que os exames são feitos. Ele explica que o grande problema é o acompanhamento das gestantes e das crianças expostas ao vírus HIV. ?O pior é que o Estado culpa o Lacen pela não realização dos exames e, por sua vez, o Lacen culpa o Estado. Fica um verdadeiro jogo de empurra?, criticou. Leite E não é só a falta dos exames que está afetando os pacientes soropositivos atendidos no PAM Salgadinho. A falta do leite Nestogeno, alimento ideal para filhos de mães portadoras do vírus da Aids, também está atingindo os pacientes daquele ambulatório. ?É outro fato muito grave. O leite é distribuído através de recursos enviados pela Coordenadoria Nacional de DST/Aids, para a Coordenadoria Estadual da Secretaria Executiva de Saúde (Sesau). Os recursos, inclusive, já estão disponíveis, mas, até o momento, o Estado não efetuou a compra do produto. Enquanto isso, as crianças já estão há um mês sem receber o alimento. A Coordenadoria Nacional disponibiliza os recursos, eles chegam ao Estado, mas não chegam aos pacientes. Corremos o sério risco de perder essa verba, pois pode ser devolvida a qualquer momento. É de cortar o coração, pois as mães chegam aqui desesperadas porque não podem amamentar os filhos, já que são soropositivos, e nem podem comprar o leite porque não têm recursos financeiros para isso?, destacou Edson Ataíde. ?Resumindo, estamos sem a carga viral e sem o CD4, há três meses; e sem o Nestogeno, há um mês. O Estado é muito perverso com os pacientes portadores de HIV?, acrescentou. De acordo com ele, só em Maceió, cerca de dez crianças estão cadastradas no ambulatório de DST/Aids do PAM Salgadinho, mas há também as do interior do Estado, que dependem do leite adquirido pela Sesau. Cada mãe recebe dez latas de Nestogeno por mês.

Relacionadas