Cidades
Empres�rio alega que foi impedido de fazer reparos
O proprietário da Ancil, responsável pela construção do Edifício Itapiuna, Remy Ferreira, reconhece que alguns problemas existentes são defeitos de construção, como a questão do material de fixação das placas cerâmicas, mas se defende dizendo que desde o início se prontificou a resolvê-los, mas foi impedido de entrar no prédio para proceder os reparos. Segundo ele, várias reuniões foram marcadas na Caixa Econômica e desmarcadas por falta de quorum dos moradores, o que fez com que o tempo passasse e os problemas se agravassem ao longo desses dez anos, por causa da falta de manutenção. ?Depois que eles entraram na Justiça, nós não pudemos fazer qualquer intervenção no prédio, e eles também não o fazem?, salientou. Segundo o empresário, a maioria dos problemas é decorrente dos prejuízos de impermeabilização ocasionados pela queda das placas de cerâmica externas. Remy estranhou que os moradores tivessem procurado a imprensa, alegando que a questão já está sendo resolvida na Justiça, onde perdeu em primeira instância, segundo ele, porque o advogado anterior não cumpriu os prazos. Remy explicou que entre os moradores do condomínio há pessoas do ramo imobiliário interessadas em prejudicá-lo. ?Tenho mais de 30 prédios construídos, 24 anos de mercado e a minha empresa tem o ISO 9002?, destacou ele. O empresário confirmou que recorreu da sentença do juiz Gustavo Souza Lima, mas afirmou que pretende pagar para que outra empresa faça as correções necessárias - não será a sua construtora. O advogado da empresa, João Gustavo Alves Pinto, informou que já fez uma proposta de acordo no qual a Ancil se compromete a fazer todos os reparos, com garantia de cinco anos, mas os moradores não aceitaram. Também já foi proposto que o valor fosse pago em imóveis para que os moradores pudessem vender e tirar o dinheiro dos reparos. Proposta rejeitada. Na linha defendida pelo seu cliente o advogado esclareceu que se os reparos tivessem sido feitos no início, como a empresa se propôs a fazer, os problemas não teriam atingido a dimensão atual. Mas como isso não aconteceu, com a queda das placas da fachadas infiltrações externas passaram a prejudicar o interior do prédio. Ele comentou que houve uma certa intransigência dos moradores em encerrar as negociações com a empresa.