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PMs v�o atuar no combate ao mosquito da dengue

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FELIPE FARIAS A partir da próxima terça-feira, agentes de saúde, acompanhados da PM, vão entrar nas residências onde foram detectados focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue. A operação começará pela Gruta, onde a situação é considerada mais grave. ?Mas não se trata de uma invasão. Na verdade, a lei nos dá mecanismos para entrar nos imóveis, em caso de epidemia. Felizmente, Maceió não apresenta esse quadro. Portanto, não poderemos entrar sem a permissão dos moradores. Mas estamos fazendo um apelo para que os moradores autorizem a visita?, esclareceu Nemer Ibrahim, coordenador do programa municipal de combate ao transmissor da doença. Ontem, o programa deu início à distribuição de panfletos entre os moradores, alertando para a necessidade da inspeção. Segundo ele, a expectativa é de que os agentes de saúde percorram cerca de 30 mil imóveis até a semana que vem. No comunicado, deixado nas caixas de correio ou entregue pessoalmente às pessoas que estão à porta de casa, o programa adverte para a importância desse trabalho executado dentro das residências. Segundo dados do Ministério da Saúde, 92% dos focos de reprodução do mosquito em potencial estão no interior das moradias, como em vasos de plantas e recipientes que podem reter água mal acondicionados. Em sobrevôo realizado pela parte alta da cidade, a coordenação do programa identificou ainda muitas casas abandonadas com piscina ou caixas d?água descobertas. O problema também se repete no Tabuleiro e Farol. No total, segundo ele, foram identificados pelo menos 13 imóveis nessa situação de risco em apenas meia hora de vôo. Além disso, a Gruta apresenta um fator que complica a prevenção de um surto da doença, segundo o coordenador: é o bairro com o índice mais alto de pendências, com 22%; ou seja, de imóveis cujos ocupantes não foram localizados ou não permitiram a entrada dos agentes. O Ministério de Saúde estabelece que o índice mais alto recomendável de pendências não pode passar de 10%. Para agravar a situação, segundo ele, é lá que estão os dois hospitais que recebem os portadores dos casos mais graves da doença, o Memorial Arthur Ramos e o Usineiros. ?A presença desses pacientes com um quadro de infestação alto no bairro é algo que preocupa?, atestou.

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