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Adefal registra aumento da viol�ncia contra deficientes

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A Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) registrou aumento no número de casos de violência contra portadores de necessidades especiais. Segundo o presidente da associação, vereador Gerônimo Siqueira, cresceu o número de casos levados ao conhecimento da entidade. Esta semana, por exemplo, a assessoria jurídica da Adefal conseguiu resgatar e devolver à família um funcionário público aposentado que, paraplégico, vinha sendo maltratado na casa onde vivia. ?Casos assim existem muitos, só que as pessoas têm medo de denunciar?, disse o presidente da associação. A violência não está apenas na discriminação que o Portador de Necessidade Especial (PNE) tem que enfrentar. Existe, também, a violência daqueles que, por motivos variados, submetem os portadores de deficiência a maus-tratos e até a agressões físicas. Embora a Adefal não tenha dados estatísticos, seu presidente garante que muitos PNEs sofrem agressões e maus-tratos, com freqüência praticados dentro de casa, pela própria família. O último caso levado ao conhecimento da associação foi de um servidor público aposentado, funcionário da extinta Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), que após um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ficou paraplégico. ?Sem contato com familiares, ele foi residir com pessoas que visavam apenas o dinheiro da aposentadoria?, revelou Gerônimo. Após a denúncia, a assessoria jurídica da Adefal conseguiu localizar familiares do aposentado, que o receberam de braços abertos, terminando assim o martírio a que estava submetido. Um dos irmãos da vítima explicou que todos pensavam que o deficiente tinha falecido. ?Resolvemos mais um problema dos tantos que nós deficientes enfrentamos todos os dias?, afirmou o presidente da Adefal. Ele pede que quem souber de pessoas vítimas de qualquer tipo de violência denuncie. No caso de um deficiente, a denúncia pode ser encaminhada à Adefal pelos telefones 358- 4037, 358-4038 ou 241-4350. ?A denúncia pode ser anônima. Vamos verificar e, conforme a situação, encaminhamos para o Ministério Público, que adota as providências legais?, completou Gerônimo. (BL)

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