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Cidades

Condom�nio leva mutu�rio do PAR � inadimpl�ncia

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Por | Edição do dia 06/03/2004 - Matéria atualizada em 06/03/2004 às 00h00

FERNANDA MEDEIROS Cerca de 20% dos mutuários do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) em Alagoas estão sofrendo com o fato de terem que pagar a taxa de condomínio dos imóveis. A informação é do presidente nacional da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Anthony Fernandes Oliveira. “O pior de tudo é que essas pessoas não têm como pagar essa taxa que, na maioria dos casos, chega a 20% a mais que o valor do financiamento”, disse. Anthony Fernandes afirmou que é os valores são altos e não são compatíveis com a qualidade dos serviços que o empreendimento possui. “Muitos conjuntos não oferecem ao morador serviços de qualidade. Por isso, o valor da taxa é muito alto”, destacou. O presidente da ABMH declarou que não entende como um programa como o PAR, desenvolvido pela Caixa Econômica Federal, em parceria com a Prefeitura de Maceió, que é destinado a pessoas com renda mensal de até seis salários mínimos, possa ter cobrança de taxa de condomínio. “As pessoas já se inscrevem nesse programa para se livrar dos altos preços dos aluguéis e ter uma moradia digna. Daí, vem essa história de cobrar taxa. Isso vai acabar ficando mais caro que o aluguel de um imóvel comum, que não seja do PAR”, observou. Ele acrescentou que os arrendatários dos imóveis vão acabar caindo na inadimplência, de qualquer forma. “Ou pelo não pagamento das parcelas ou pelo não-pagamento do condomínio. Não tem para onde correr”. Segundo ele, várias são as reclamações de mutuários sobre esta questão. “Eles vêm aqui revoltados e nós orientamos que todos façam uma correspondência endereçada à Superintendência da Caixa Econômica Federal, para tentar uma conversa, expondo todos os problemas do conjunto, do imóvel onde vivem”, explica. Ainda de acordo com Anthony Fernandes, seria importante que a Caixa contratasse uma empresa de condomínios que oferecesse melhores condições e serviços aos conjuntos residenciais, com um menor preço. “Não adianta forçar o condômino a pagar uma taxa tão alta, se eles não podem pagar. É melhor que o valor seja diminuído e os serviços de melhor qualidade. A taxa deve ser justa para não sufocar o mutuário”, finaliza.

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