Cidades
Sa�de investiga origem da fraude com preservativos
FELIPE FARIAS Deve ser concluído, na próxima terça-feira, o levantamento da Farmácia Central para identificar se os preservativos masculinos apreendidos num motel de Maceió teriam sido encaminhados para outra cidade alagoana. A pesquisa tem o objetivo de definir onde ocorreu a fraude que fez com que as camisinhas saíssem da rede pública e acabassem sendo comercializadas. A Secretaria Municipal de Saúde informou que não veio para Maceió o lote em que estavam os itens apreendidos. Mas, as autoridades de saúde cogitam ainda que o lote tenha ido para outro Estado. A apreensão foi realizada por fiscais do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-MAC), que flagraram no Motel Acapulco, no Canaã, 1.453 preservativos masculinos sendo vendidos irregularmente aos clientes. É que as camisinhas são do Ministério da Saúde e se destinavam às unidades públicas para distribuição gratuita entre os usuários do SUS, não podendo ser vendidas. Ontem, equipes da Vigilância Sanitária das secretarias estadual e municipal de Saúde voltaram ao estabelecimento para fazer um rastreamento que permitisse identificar a origem dos itens; de quem tinham sido adquiridos. Segundo Josias Pimentel, assessor especial da vigilância municipal, o proprietário, que não teve o nome revelado, informou que a pessoa que repassou os preservativos foi quem procurou o motel, alegando apenas que tinha o produto para vender a um preço acessível, R$ 29,00 a caixa. O dono do motel informou, ainda, que não sabia da procedência do produto. ?Ele disse que não sabia identificar quem era a pessoa que vendeu?, disse Pimentel. Segundo ele, a fiscalização do órgão vai desencadear uma devassa em outros estabelecimentos com o objetivo de apurar as condições de funcionamento, higiene e a procedência dos itens oferecidos aos freqüentadores. E previu para duas semanas a conclusão do relatório dessa investigação. ?Depois de concluído, o documento será remetido à Coordenação da Vigilância, que o encaminhará à secretária, Jacy Quintella, a quem caberá tomar as medidas cabíveis?, explicou. O dono do motel poderá ser enquadrado por receptação de mercadorias de venda proibida. Lote Tão logo foi revelado o escândalo, surgiu o questionamento sobre que município tinha recebido o lote de onde foram retiradas as dez caixas vendidas irregularmente ao motel. A Secretaria de Saúde de Maceió fez pesquisa em seu cadastro e, comparando com o número do lote que constava da apreensão, informou que essa remessa não fora destinada ao município. Cabe agora à Farmácia Central da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), que centraliza o recebimento de todos os itens remetidos pelo Ministério da Saúde, identificar se o lote do qual faziam parte as camisinhas apreendidas foi para outro município alagoano. A previsão é de que o levantamento seja concluído até o meio da semana que vem. Mas, a Sesau informou ainda não descartar que esses produtos tenham vindo de outro Estado.