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OAB faz exame �nico para combater fraudes

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FELIPE FARIAS A unificação do exame para obtenção da carteira da OAB deve combater fraudes que eram cometidas pelos candidatos, previu ontem o presidente da seccional da entidade em Alagoas, Marcos Bernardes de Mello. Pela primeira vez, o chamado Exame de Ordem será um só para todos os nove estados do Nordeste. Porém, a confecção das provas será feita por uma instituição de fora, a Fundação Vunesp, com sede em São Paulo. A elaboração, entretanto, continuará sendo feita aqui: ficará a cargo de uma banca de juristas de cada uma das seccionais nordestinas, do Maranhão à Bahia. Por enquanto, a unificação está limitada à primeira etapa da prova, que tem caráter objetivo, será realizada no próximo dia 28 de março e consta de cem questões. A segunda etapa está marcada para 9 de maio e consta de uma prova subjetiva, na qual o candidato deve apresentar um trabalho forense. Entretanto, como as seccionais ainda estão negociando como ficarão os custos de correção, mais altos que os da primeira etapa, ainda não está definido que ela também será unificada. Mesmo assim, o presidente da OAB de Alagoas considera que a proposta de uma prova única para toda a região só tende a trazer vantagens, como transparência e rigor na seleção. ?Antes, acontecia de o candidato prestar a prova aqui e se dar mal. Então, ia para Pernambuco e fazia outra prova lá. Mas, se não fosse bem, ia para outro Estado e depois para outro, e assim por diante, até conseguir?, explica. Para ele, a tendência será os alunos migrarem de instituições que tenham alto índice de reprovação no Exame de Ordem, ou sequer procurá-las. Fraudes Mas a alteração mais significativa a partir da unificação será o fim das fraudes cometidas por muitos recém-formados em cursos jurídicos que acabavam reprovados em sucessivos exames. ?Eles arranjavam algum contrato de locação gracioso, uma vez que a comprovação de residência é exigida do candidato?, relata o presidente da OAB de Alagoas. Outra prática, segundo ele, era o candidato conseguir com um colega a oportunidade de assinar uma petição em conjunto, como forma de provar que atuava na cidade da comarca em cujo fórum aquele documento tramitava. Até declarações de emprego eram forjadas pelos pretendentes à carteira de advogado, como forma de cumprir a exigência de comprovação de residência. Além disso, havia a interferência pessoal na hora da correção das provas. ?Às vezes, um candidato se saía mal por uns décimos. Acontece que ele era aluno de quem corrigia a prova ou filho de um profissional do Direito que trabalhava com ele. Isso acontecia com freqüência?.

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