Cidades
Macei� lidera ranking de gravidez na adolesc�ncia
Em 2003, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 111 casos de gravidez entre meninas de 10 a 14 anos de idade e 4.635 entre jovens de 15 aos 19 anos. Em Alagoas, em 2002, até setembro, das 37.262 crianças nascidas vivas em todo o Estado, 32% eram de mães adolescentes, de acordo com o Ministério da Saúde. Dados do Censo de 99 mostram que Maceió tem um índice estimado em 32,6% de casos de gravidez na adolescência, acima da média nacional, que é de 25%. De acordo com o neonatologista Cláudio Soriano, a maior causa de internamento entre 10 e 14 anos, é parto. Embora a maioria das adolescentes assegure que tiveram algum tipo de orientação sexual, nenhuma pesquisa mostra a qualidade dessa orientação. Lígia e Elenice garantem que usaram preservativos que sabiam como evitar filhos e que engravidaram porque quiseram. Mas a falta de informação e formação sexual para adolescentes é uma preocupação de médicos, estudiosos e profissionais de saúde. A grande maioria de gestantes adolescentes que chegam ao Hospital Universitário desconhecem, inclusive, como funciona o corpo, o aparelho reprodutor feminino e como usar corretamente os métodos anticoncepcionais. Na avaliação do médico Carlos Henrique Tavares, a gravidez na adolescência significa riscos muito mais psicossociais do que biológicos. ?Quando há um suporte familiar envolvendo a gravidez da adolescente, ela se desenvolve de maneira bem mais favorável?. Ele destaca a importância do acolhimento adequado à notícia da gravidez, da participação da família e do companheiro, além da necessidade fundamental do pré-natal. De acordo com a Coordenadora do Comitê de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, Magda Badaró, existem programas de orientação sexual para adolescentes em todos os postos de saúde, mas ela reconhece que não têm sido suficientes ou não têm tido uma abordagem eficiente para reduzir o número de adolescentes grávidas ou que não fazem o pré-natal. Capacitação Este ano ela pretende dar maior ênfase para as escolas, formando grupos de trabalho. Em 2003, segundo Magda, foram feitas 9 capacitações para professores de escolas da rede municipal que lidam com adolescentes. Eles atuarão como multiplicadores, formando novos grupos com os alunos, que multiplicarão as informações entre outros adolescentes.