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Projeto desperta consci�ncia ambiental

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Consciência ambiental e obstinação não faltam à professora do ensino público fundamental, Maria de Fátima Silva. Inicialmente, influenciada pelo irmão, o professor universitário José Avelino Neto, voluntário do Projeto Pitanguinha, há cerca de dois anos, ela se transformou ?com muito orgulho?, em coletora de lixo reciclável e em mais uma voluntária do Projeto. Na realidade, revela, costumava, desde adolescente, guardar papel de embalagens, sacolas, cordões para reaproveitar em novas embalagens. ?Embora não tivesse ainda consciência ambiental, não cabia na minha cabeça que aquilo tudo, que poderia ser reutilizado, fosse parar no lixo, mas também não sabia que destino dar ao excesso que se acumulava, até conhecer o Projeto Pitanguinha?, conta. Hoje, por onde anda, Fátima não descarta a possibilidade de recolher o que pode, com o empenho obstinado de evitar que vá parar no lixo das ruas do solo e das águas. ?Não tenho o menor constrangimento de, no final de uma festa, ajudar a recolher o lixo para me certificar de que ele terá o destino certo. Um simples filtro de cigarro jogado no chão, passa até cinco anos para se decompor. Um copo de plástico leva mais de 100 anos. Imagine quantos são jogados diariamente em qualquer lugar!?, diz ela. Nessa tarefa, Fátima acostumou a ser olhada e tratada com brincadeiras, às vezes de mal gosto, mas às vezes em tom de respeito. ?Alguns dizem que é besteira fazer isso. Outros me chamam de ?lixeira?. Aprendi a tirar dessas piadas a oportunidade de reforçar a minha determinação. Tenho orgulho do que faço, e acho que, de certa forma, mesmo quando fazem brincadeiras, as pessoas têm conhecimento da importância desse trabalho, respeitam, só não têm coragem de fazer o mesmo?. A professora não pode mais se considerar solitária. Entre familiares, colegas, alunos de 8 a 13 anos, e pais de alunos da Escola Sérgio Luiz Pessoa Braga, na Chã da Jaqueira, e Nossa Senhora do Bom Conselho, em Bebedouro, sempre consegue algumas adesões, embora, longe do número e do empenho que gostaria. Muitos alunos já lhe trazem sacolas com papel, caixas vazias, sacos, garrafas como se fossem presentes, que ela vai acumulando numa pequena sala, no Colégio Bom Conselho, até ter uma quantidade que justifique chamar um carro do Projeto Pitanguinha para recolher. As dificuldades, segundo ela, estão em convencer as pessoas que os recipientes de alimentos molhados devem ser lavados e todo o lixo deve ser separado e compilado. Para quem deseja começar, ela recomenda o caminho do projeto Pitanguinha para uma visita. ?Lá é fácil aprender o que se faz com tanto plástico que se produz no mundo e que, de A a Z tem coisas para reciclar. Depois é começar, sem vacilar, e saber que está contribuindo para um mundo melhor e ainda ajudando a gerar renda para alguma família carente?.

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