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Reaproveitamento de papel evita destrui��o de �rvores

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No comércio de Maceió, diariamente, um exército de catadores de papel movimenta o anoitecer. Após as 18h, eles ocupam o comércio vazio de consumidores e fazem uma verdadeira faxina recolhendo caixas de papelão descartadas pelos lojistas ao fim do expediente. Não é difícil juntar quilos e quilos, que são compilados em carroças puxadas pelos próprios catadores e vendidos ao preço médio de R$ 0,16 o quilo. O dinheiro não é lá essas coisas, mas o produto é farto e bem-vindo. Juntando a arrecadação no fim do mês, dá para assegurar renda a quem não tem emprego fixo e nem de onde tirar o pão de cada dia. A barriga agradece. Mas quem respira melhor com esse trabalho é o meio ambiente no qual vivemos todos nós. Uma tonelada de papel recolhido das ruas e devolvido às fábricas para reciclagem é equivalente a uma tonelada de papel novo. Isso, significa 40 árvores adultas que deixaram de ser cortadas, mais economia de água e energia elétrica. Se as pessoas parassem para pensar nos ganhos que teriam para si e para o meio onde vivem, dando um tratamento adequado ao lixo de sua casa, provavelmente, não haveria necessidade dos grandes lixões que enfeiam as cidades e degradam o meio ambiente. A observação é de Hélia Coelho da Paz, uma das coordenadoras do Projeto Pitanguinha Minha Vida, que há 11 anos se instalou no bairro homônimo, por meio de uma parceria entre a Associação de Moradores e uma empresa alemã, a GTZ, que trabalha com comunidades. Com a permissão do governo municipal e do Instituto do Meio Ambiente (IMA), eles realizam um trabalho de preservação e educação ambiental que, hoje, assegura renda de 18 famílias. Diariamente, eles trabalham recebendo, separando e prensando o lixo trazido por voluntários, pessoas físicas e jurídicas que se interessam em saber para onde vão os resíduos que muitos colocam na porta de casa ou da fábrica. Quem visita o local de reciclagem sai com a impressão de que o lixo bem tratado não é lixo. Não existem moscas nem mal cheiro no local. Quem trabalha lá, sabe que o papel branco, o de revista e o papelão têm valores e destinos diferentes. Os plásticos são separados por conteúdo e têm sete tipos de classificação. O vidro, o metal, tudo tem seu lugar, tudo tem seu destino.

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