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Advogados p�blicos suspendem paralisa��o

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DORGIVAL JÚNIOR Os procuradores federais, advogados públicos, procuradores da Fazenda Nacional e defensores públicos da União decidiram, em assembléia nacional, suspender a paralisação das atividades que perdurou pelo período de 48 horas, retornando ao trabalho em estado de alerta até esta próxima sexta-feira, quando a categoria volta a se reunir e definir sobre a continuidade do movimento grevista. De acordo com Auzineide Wallrasf, procuradora federal do INSS e representante da Associação Nacional dos Procuradores da Previdência, em Alagoas, os advogados públicos do Estado estão defendendo, em nível nacional, uma paralisação progressiva, a partir da próxima segunda-feira, caso o governo federal não apresente uma contraproposta. A paralisação pode atingir as atividades de setores dos órgãos públicos referentes à arrecadação e à defesa jurídica. ?A reunião da categoria ocorreu em todos os estados da Federação. Porém, a decisão final do comando de greve só será dada nesta próxima sexta-feira, quando o destino final sobre a greve será anunciado?, frisou ela, esclarecendo que a categoria está exigindo do governo federal melhores condições de trabalho e de salários. De acordo com a procuradora federal do INSS, com a greve progressiva sendo deflagrada serão paralisadas as ações de cobrança, não havendo o ajuizamento das novas execuções fiscais e nem andamento das atuais, o que afetaria a arrecadação da União, além de paralisar as ações de desapropriação de terras destinadas ao processo de reforma agrária, entre outras ações que estão previstas para serem executadas pelos grevistas caso a greve seja deflagrada na próxima semana. A primeira paralisação da categoria ocorreu no último dia 18 de fevereiro, onde as atividades foram suspensas pelo período de 24 horas. ?Promovemos paralisações gradativas de alerta para que o governo pudesse se sensibilizar com a nossa causa. Em função da baixa remuneração e da falta de estrutura, o êxodo de profissionais para outras carreiras é muito alto?, frisou ela, alegando que a luta é por uma equiparação de todas as carreiras jurídicas ?com todas elas tendo tratamento igual?, disse. Segundo dados, o Estado de Alagoas possui apenas 50 advogados públicos e no Brasil são cinco mil. ?A carência é muito grande de pessoal?, salientou a procuradora, acrescentando ainda que em termos nacionais, dos aprovados para a carreira em concurso público, apenas 60% tomou posse com 40% deixando a função no período inferior a dois anos em decorrência da baixa remuneração e falta de condições de trabalho.

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