Cidades
OAB cobra explica��es sobre morte de taxista
FELIPE FARIAS A Comissão de Direitos Humanos da OAB vai acompanhar as apurações sobre a morte do taxista Antônio Miguel da Silva, ocorrida em janeiro do ano passado. A medida atende reivindicação da família do taxista, que procurou a entidade, ontem. ?A informação que passou à família no fórum da comarca onde transcorreu a investigação é de que o inquérito policial ainda não foi remetido à Justiça?, informou o advogado Narciso Fernandes, presidente da comissão. Segundo ele, na próxima terça-feira, haverá uma audiência com o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegado Mário Jorge Marinho, quando a família, acompanhada do representante da comissão da seccional da OAB de Alagoas, vai cobrar informações sobre o andamento da apuração do crime. Antônio Miguel atuava como taxista nos municípios do litoral norte e desapareceu no dia 21 de janeiro de 2003. A mobilização para tentar encontrá-los envolveu praticamente todos os motoristas de praça da região. Mas, no dia 5 do mesmo mês, o corpo de Antônio Miguel foi encontrado nas terras da fazenda São Gonçalo, entre as cidades de Porto Calvo e Porto de Pedras. Segundo Fernandes, a família até hoje não sabe a quem atribuir o crime. ?Mas a polícia deve saber, porque pelas informações que temos a investigação já foi concluída?, diz o representante da OAB. Ele explica que o objetivo com o delegado Mário Jorge Marinho é identificar exatamente onde se encontra o inquérito. ?Se já tiver sido entregue, como nos foi informado, o procedimento será então entrar em contato com o representante do Ministério Público?.