Cidades
M�dicos do Sanat�rio decidem suspender greve at� o dia 22
FELIPE FARIAS Os médicos do Hospital Sanatório que atendem pelo SUS decidiram adiar a greve marcada para segunda-feira. Eles vão continuar trabalhando após terem chegado a um acordo com a direção do hospital para pagamento de atrasados da produtividade pelos atendimentos, acumulados desde novembro, segundo o sindicato da categoria. Em assembléia que reuniu ainda representantes do hospital e da Secretaria Municipal de Saúde, ficou acertado que 75% dos atrasados serão pagos no próximo dia 20 de março e o restante até 8 ou 10 de abril. ?Os médicos deram crédito de confiança à diretoria do hospital e levaram em consideração o atendimento à população, que não pode ser prejudicada. Na assembléia, foi dito que o Hospital Sanatório é o principal parceiro do município no atendimento aos pacientes do SUS. Contudo, vamos continuar em estado de alerta e há uma nova assembléia marcada para o dia 22. Se o primeiro pagamento não for realizado no prazo, eles vão paralisar?, informou a presidenta do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Edilma de Albuquerque Lins Barbosa. Ela estimou em cerca de R$ 900 mil o total de atrasados acumulados, aí incluída a dívida com os médicos e do SUS com o próprio hospital. Teto financeiro O teto financeiro do Sanatório para atendimento ao Sistema Único de Saúde é de R$ 320 mil. Entretanto, além da sede situada no bairro homônimo, o complexo Sanatório inclui ainda a antiga Clínica Paulo Neto e um Laboratório de Análises Clínicas. Segundo a presidenta do Sinmed, as três unidades atendem pelo SUS, mas aquele teto financeiro, definido quando o Sanatório era apenas o Hospital Geral Severiano da Fonseca, não foi ampliado mesmo depois que incorporou as outras duas unidades. Com isso, os atendimentos acabam gerando o chamado extrateto; uma demanda de pacientes que tem de ser absorvida, mas para a qual não existe previsão orçamentária. Na prática, os profissionais prestam o atendimento, mas não recebem por ele, como é previsto nas normas da saúde pública. Entre as especialidades que estavam ameaçadas de parar havia diversos tipos de cirurgias, anestesista e ortopedista. Com a edição da assembléia, o atendimento nesta segunda-feira será normal, apesar do estado de alerta, enquanto os médicos esperam pela confirmação do pagamento.