app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 0
Cidades

SANTA CASA INVESTE EM APARELHO QUE DETECTA FALHA DA COAGULAÇÃO

Credenciada pelo Ministério da Saúde (MS) para a realização de transplante de fígado, a Santa Casa de Maceió, referência em cirurgias de grande porte, se prepara para iniciar as atividades do serviço investindo em equipamentos para garantir mais segurança

Por Da Redação | Edição do dia 28/04/2021 - Matéria atualizada em 28/04/2021 às 04h00

Credenciada pelo Ministério da Saúde (MS) para a realização de transplante de fígado, a Santa Casa de Maceió, referência em cirurgias de grande porte, se prepara para iniciar as atividades do serviço investindo em equipamentos para garantir mais segurança durante os procedimentos. Recentemente, o hospital adquiriu um tromboelastograma, dispositivo que avalia a coagulação do paciente em tempo real. “Caso ele esteja sangrando sem um motivo aparente ou, até mesmo, por uma patologia muito complexa, inserimos o sangue no dispositivo, que analisa, através de gráficos, a formação do trombo (coágulo). O exame usa vários reagentes que permitem analisar o que está faltando ao paciente (plaquetas, fator de coagulação ou fibrinogênio). Dessa forma, o tratamento deixará de ser empírico, se tornando direcionado no ponto da coagulação que será tratado”, explicou a anestesista Cira Queiroz. Com o novo aparelho, será possível acompanhar, até mesmo, a evolução do paciente ainda na mesa de cirurgia. “É a chamada abordagem point-of-care. Seu uso é indicado em pacientes que estejam com sangramento ativo, principalmente em cirurgias de transplante hepático, em cirurgias cardíacas ou qualquer outra cirurgia em que o paciente apresente um sangramento fora do normal. Ganha-se tempo e mais precisão, já que o tromboelastograma mostra, ao vivo, várias facetas do que está acontecendo”, ressalta a especialista. Com novo maquinário, a equipe do hospital terá ainda mais suporte para tratar o ponto alterado com a transfusão de hemocomponentes. “Seremos os pioneiros no estado a realizar transplante hepático. Quando as atividades forem iniciadas, ele fará total diferença no tratamento, permitindo que o paciente saia da melhor forma possível. Foi realmente uma grande aquisição para o hospital”, finaliza Cira Queiroz.

Mais matérias
desta edição