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Marechal tem centro de forma��o hoteleira

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BLEINE OLIVEIRA Um Estado com vocação turística, especialmente em sua capital, Alagoas não pode prescindir de mão-de-obra qualificada. Como indústria em expansão, o turismo exige, além de belezas naturais e infra-estrutura, um potencial humano capacitado a responder às expectativas de quem chega para conhecer a cidade e se divertir. Pensando nesse promissor mercado gerador de emprego e renda, muitos jovens alagoanos estão buscando formação técnica e superior em hotelaria e turismo. O Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) é um das escolas mais procuradas, não apenas por ser pública, mas principalmente pela qualidade do ensino que oferece. Em sua unidade de Marechal Deodoro são ofertados cursos técnico e tecnológico voltados para o planejamento, promoção e venda de produtos e serviços e gestão, nas áreas de hotelaria e turismo. Administrando a unidade de acordo com as normas do Ministério da Educação, que implantou nova metodologia de ensino estabelecida pela reforma do ensino, o professor Josiel Domigos Silva, diretor do Cefet/Marechal, demonstra confiança na absorção dos futuros profissionais pelo mercado de trabalho. Ele diz que o objetivo da instituição é formar profissionais de qualidade, para atender à demanda do mercado alagoano. Convênio Segundo Josiel Domingos, além dos alunos aprovados nos exames seletivos, a unidade tem convênio com prefeituras de alguns municípios, como Marechal, Santa Luzia, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco e Pilar, para formar estudantes em nível técnico ao mesmo tempo em que cursam o Ensino Médio (antigo 2º Grau). O curso tecnológico, que pela reforma do ensino é considerado de nível superior, prepara seus alunos para atuar nas áreas de planejamento e organização de eventos turísticos, agências de viagem e municipalização do turismo. Os tecnólogos terão, ainda, qualificação para administração de hotéis e pousadas, planejamento e organização de eventos e gerenciamento de recursos humanos e serviços. A expectativa de todos, escolas e estudantes, é que a oferta de mão-de-obra qualificada seja mais um atrativo para os investidores que dirigem seus olhares para Alagoas, interessados nas potencialidades dos nossos recursos naturais, como belas praias, sol o ano inteiro, restaurantes e bares típicos, ampla rede de hotéis, segurança e hospitalidade do alagoano. O diretor-administrativo da unidade do Cefet em Marechal, professor Silier Moraes, mestre em Administração e Marketing, revela que hoje a escola tem 390 alunos, divididos em seis turmas de técnicos em Turismo e duas turmas de tecnólogos em Turismo e Hotelaria. ?Somos a única escola de Alagoas especializada em hotelaria? ? ressalta ele, acrescentando que no Cefet, o tipo de trabalho desenvolvido visa desenvolver a habilidade e a competência do futuro profissional, conforme as exigências do mercado. Mercado A professora Gertrudes Magna, administradora com mestrado em gestão de negócios turísticos, afirma que o modelo desenvolvido no Cefet dá ao aluno uma vantagem competitiva, pois é um trabalho focado nos interesses do mercado de trabalho. Tanto que muitos alunos já estão trabalhando como estagiários, com grandes possibilidades de serem aproveitados profissionalmente. ?Temos convênio com toda a rede hoteleira, o que atende ao nosso objetivo de que saia daqui um profissional preparado?, acrescentou Magna. Qualificação O surgimento de escolas de formação de mão-de-obra é visto como positivo pelo presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Carlos Gatto. Ele diz até que os resultados dessa qualificação já podem ser constatados no processo de profissionalização do turismo no Estado. ?Já estamos prestando um serviço de melhor qualidade, especialmente ao turista europeu, que começa a chegar?, disse o dirigente do Sindhotéis. Segundo Carlos Gatto, cerca de 25 mil pessoas estão diretamente envolvidas no universo do turismo alagoano, o que dimensiona com bastante clareza a importância dos cursos de formação de seus profissionais. Conforme sua avaliação, o mercado é bastante promissor, principalmente para os formandos de nível técnico. Gatto defende que haja melhoria na comunicação verbal, que em sua avaliação ainda é deficiente, e na cozinha, onde, apesar das delícias oferecidas, o turismo alagoano ainda não tem o refinamento desejado pelos que nos visitam, especialmente o turista estrangeiro. Já entre os alunos a expectativa é imensa em relação à conquista de um emprego logo após a conclusão do curso. A maioria revela ter escolhido o Turismo e a Hotelaria por serem segmentos em expansão, o que amplia as chances de rápida absorção pelo mercado. ?Além de me sentir vocacionada para esta área, acho que será mais fácil conseguir uma vaga no mercado de trabalho?, confirma Tatiane Carvalho, 21, cursando o 3º período do curso de Turismo. Para Rebeka Alencar, 18, também do 3º período, o curso de tecnólogo lhe pareceu mais atrativo, especialmente pela formação prática que proporciona, diferentemente dos cursos universitários tradicionais. ?Temos uma visão mais ampla do mercado?, argumenta ela. Para os alunos do curso técnico a opção de emprego é a principal justificativa da escolha. Muitos vêem de famílias pobres, boa parte de Marechal Deodoro e cidades vizinhas. Aos 24 anos, Gedson de Sena Granjeiro se mostra confiante quanto à opção que fez. Tornar-se técnico em Turismo é um caminho que ele encontrou para melhorar sua renda e, ao mesmo tempo, contribuir com a preservação de sua cidade como patrimônio histórico. ?Estamos aprendendo uma profissão, mas ao mesmo tempo adquirindo consciência sobre a importância de nossa cidade?, disse Gedson, opinião compartilhada e reforçada por seus colegas José Alessandre Santana, 18, e Jefferson Lopes Carvalho, também de 18 anos. Todos eles acreditam que ao se formar não passarão muito tempo sem emprego, atuando num segmento onde podem, também, aproveitar o que o Estado onde vivem oferece aos visitantes.

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