Cidades
INSS pode perder R$ 3 milh�es com greve dos procuradores
A greve dos procuradores federais e advogados da União pode reduzir em pelo menos R$ 3 milhões a arrecadação do INSS em Alagoas. O número foi divulgado ontem, primeiro dia da paralisação, pela representante estadual da Associação Nacional dos Procuradores da Previdência (Anprev), Alzeneide Wallraf, como forma de pressão para obrigar o governo a atender a reivindicação da classe, que quer aumento salarial de 60%. Os salários atuais da categoria giram em torno de R$ 4.700. Os procuradores já deram sinais de que vão recusar a proposta do governo que, segundo Alzeneide, representará um aumento de apenas R$ 500 nos salários atuais e mais R$ 500 em 2005. ?É um valor muito abaixo do que reivindicamos ?afirma a procuradora, acrescentando ainda que, em alguns níveis, o aumento é ainda menor. O comando estadual da greve inclui entidades de classe como o Sinprofaz, Anajur, Ampaf e Anaune. Estão em greve procuradores e advogados federais de órgãos como Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Advocacia Geral da União (AGU), Fazenda Nacional e outros. Só no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a paralisação deixa parados processos judiciais que somam mais de R$ 39 milhões. Com advogados e procuradores de braços cruzados, a União fica sem defesa em inúmeros processos judiciais. Além disso, a greve pode beneficiar empresários de bingos e máquinas caça-níqueis que recorreram à Justiça e têm liminar assegurando a continuidade de seus negócios, contrariando a Medida Provisória que suspendeu essas atividades em todo o País. Como defensores dos interesses da União, procuradores e advogados vinham conseguindo derrubar as liminares. ?Continuaremos de braços cruzados até que o governo apresente uma proposta digna?, declarou a dirigente da Anprev. Os grevistas se reúnem hoje, às 9h, na Procuradoria da Fazenda Nacional, na Praia da Avenida, para analisar os informes sobre as negociações, repassados pelo comando nacional, votando pela suspensão ou manutenção da paralisação.