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Cidades Município informou que não sabe exatamente quantas gestantes receberam a AstraZeneca

PREFEITURA DE MACEIÓ SUSPENDE APLICAÇÃO DE ASTRAZENECA EM GRÁVIDAS

Orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde

Por regina carvalho | Edição do dia 12/05/2021 - Matéria atualizada em 12/05/2021 às 04h00

Após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Prefeitura de Maceió vai suspender a imunização de grávidas com a vacina da AstraZeneca para evitar reações adversas nesse grupo prioritário. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que não sabe exatamente quantas gestantes receberam a AstraZeneca, porque a vacinação desse grupo ocorreu entre trabalhadores de saúde e pessoas com comorbidades. Já a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) detalhou que a recomendação é vacinar gestantes, puérperas e transplantados apenas com a Pfizer. Na primeira semana de maio, foi iniciada a imunização de gestantes, puérperas e transplantados utilizando as 7.020 doses da vacina da Pfizer, enviadas pelo Ministério da Saúde (MS). A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. A decisão é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas contra a Covid-19 em uso no país.

Em nota, a Anvisa justifica que “o uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, ressaltou a Anvisa.

A vacina vinha sendo usada em gestantes com comorbidades e passou a ser adotada em alguns estados brasileiros, que agora resolveram suspender após orientação da Anvisa.

ESTADOS

Além de Alagoas, governos estaduais e prefeituras alteraram a vacinação deste grupo contra a Covid em outras 21 unidades federativas. Os dados são de levantamento feito pelo G1 nesta-terça (11). No restante do país, cinco estados já realizavam a imunização de grávidas apenas com a vacina da Pfizer e não sofreram alteração. Na tarde desta terça, o Ministério da Saúde decidiu que vacinação de grávidas será apenas para mulheres com comorbidades e com a aplicação das vacinas CoronaVac ou Pfizer. Cinco estados não foram afetados pelo alerta da Anvisa, pois imunizam grávidas em suas capitais exclusivamente com a vacina da Pfizer: Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará e Rondônia. Das unidades com modificações, 18 alteraram a campanhas apenas para grávidas, enquanto 4 mudaram para grávidas e puérperas (mulheres que acabaram de dar à luz). No estado do Rio de Janeiro, a pausa na imunização é completa para todas as grávidas e também inclui as vacinas CoronaVac e Pfizer (junto da AstraZeneca, os três imunizantes contra a Covid disponíveis no Brasil). Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, as grávidas já vacinadas precisam ter acompanhamento médico. A AstraZeneca diz que grávidas e puérperas foram excluídas dos estudos clínicos e, em animais, os testes “não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos” na gravidez ou no desenvolvimento fetal. Com informações do G1.

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