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IMA flagra explora��o irregular�de areia ao longo do Rio Munda�

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FERNANDA MEDEIROS Fiscais do Instituto do Meio Ambiente (IMA) notificaram, ontem pela manhã, em um trabalho rotineiro de fiscalização ambiental, cerca de dez dragas que estavam realizando exploração de forma irregular, na extensão do Rio Mundaú, na região de Satuba. Segundo os fiscais, as máquinas, todas particulares, foram notificadas porque estavam sem licenciamento para a execução dos trabalhos. ?A ação foi uma vistoria de rotina para detectar obras de dragagem cujas máquinas não têm licença para funcionar. Além de não terem licença, muitas delas estavam explorando em local inadequado?, explicou o coordenador de Fiscalização do Meio Ambiente do órgão, Wilson Santos. De acordo com ele, há uma série de dados técnicos a serem seguidos pelos proprietários das dragas, tais como: realizar a operação a 15m do leito do rio e obedecer a dimensão que poderá tirar dos bancos de areia, entre outros que não afetem o local. ?O lado bom dessa fiscalização foi que não detectamos vazamento algum nas dragas. Isso evita a poluição do rio?, observou outro fiscal do órgão, que também participou da operação, o engenheiro agrônomo José Soares Barbosa. Licença Ele explica que para regularizar a situação das dragas e obter o respectivo licenciamento é muito simples. ?Quem não é proprietário do local onde está sendo feita a exploração deve pedir a autorização do proprietário para fazê-lo. Em seguida, deve enviar um requerimento ao IMA solicitando a autorização para operar. A partir daí, o órgão vai determinar até onde a máquina poderá operar, para não danificar o local?, afirmou. Além disso, o IMA determina que o explorador do local deve repor a área do rio em que for retirada a areia, ou seja, deve aterrar; caso seja necessário, reflorestar; e deixá-la completamente nivelada. ?São aspectos que também fiscalizamos. É um trabalho periódico, realizado em parceria com o Batalhão de Policiamento Florestal, com o objetivo de conscientizar essas pessoas sobre a importância da preservação do meio ambiente?, concluiu José Soares, acrescentando que a fiscalização é feita em todo o Estado.

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