Cidades
Complexo lagunar ficar� livre de artefatos de pesca
FÁTIMA ALMEIDA Um mutirão formado pela Capitania dos Portos, Corpo de Bombeiros, Ibama, Batalhão de Polícia Ambiental, Federação dos Pescadores e Motonáutica iniciou, ontem, uma operação nos canais das lagoas Mundaú e Manguaba, visando desobstruir as áreas propícias à navegação e reduzir o número de acidentes. No primeiro dia, o grupo formado por cerca de 50 homens e 10 embarcações, marcou com tinta amarela caiçaras, tapagens e mourões colocados nos canais da Massagueira, Santa Rita e região da Prainha. Hoje, eles começam a ser retirados. De acordo com o major Marcílio Alves, comandante do Grupamento de Salvamento Aquático do Corpo de Bombeiros Militar (GSA/CBM) os mourões abandonados no meio das lagoas representam um dos maiores perigos para a segurança do tráfego aquaviário, porque quebram, e quase sempre ficam imersos, sem serem vistos. Ele lembra um acidente gravíssimo ocorrido em 97, com uma garota que esquiava na lagoa, na região da Massagueira. O capitão Carozo, da Capiania dos Portos, esclareceu que a operação foi precedida de várias reuniões envolvendo todos os setores, inclusive a Federação de Pescadores, onde se discutiu a segurança dos navegantes. ?Alguns sofrem um pouco, mas essa operação é necessária porque todos nós, principalmente os pescadores, temos que saber conviver com a natureza e dividir nossa lagoa com outras atividades que chegaram com o progresso, a exemplo do turismo?, observou o pescador Bida, presidente da Federação. ?Temos que trabalhar com a parte ambiental, a salvaguarda da vida do pescador e do navegante também, evitando prejuízos à pesca, mas mantendo o mínimo de segurança nas águas?, explicou o capitão Carozo. As caiçaras são pedaços de madeira colocados em determinados locais, cercados de redes, para pegar peixes. As tapagens são cercas, feitas de varas, mais fechadas, utilizadas para a pesca do camarão. Os mourões são utilizados para fixar redes, utilizadas muitas vezes na pesca predatória, segundo explicou o tenente Vieira, da Polícia Ambiental. Irregularidades A instalação desses instrumentos é facultada pelo Código de Pesca (desde que obedecendo a itens como o tamanho da malha da rede utilizada e de forma a não dificultar a navegação). Mas segundo o capital dos Portos, ?nenhum apetrecho de pesca pode ficar nas Lagoas sem antes ser avaliado e autorizado pela capitania. Além dos instrumentos de pesca, a operação detectou, também, construções irregulares de bares, avançando sobre as águas. Os proprietários foram notificados. A operação acontece no horário das 7 às 13h, até sexta-feira, e terá outras etapas, abrangendo outras áreas aquaviárias.