loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 29/07/2026 | Ano | Nº 6277
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Saúde

ATO PÚBLICO PEDE FIM DE MANICÔMIOS E RESPEITO AOS PACIENTES PSIQUIÁTRICOS

.

Ouvir
Compartilhar
Dia da Luta Antimanicomial é lembrado em Maceió, por Servidores da Rede de Atenção Psicossocial (Raps)
Dia da Luta Antimanicomial é lembrado em Maceió, por Servidores da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) -

Servidores da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), do Ministério da Saúde em Maceió, assim como pacientes psicológicos e familiares, se reuniram nesta terça-feira (18), no Corredor Vera Arruda, próximo à estátua da psiquiatra alagoana Nise da Silveira, durante um ato público em alusão ao Dia da Luta Antimanicomial.

A data é considerada pelos profissionais da saúde mental no Brasil como uma conquista e evolução no tratamento de pessoas com doenças ou transtornos psiquiátricos.

O presidente do Concelho Gestor do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Enfermeira Noraci Pedrosa, no bairro do Jacintinho, Adesio Oliveira, destaca que o fim da instituição manicomial, a criação de mais Centros e Residências Terapêuticas na cidade, assim como o fortalecimento dos equipamentos da Raps em Maceió, estão entre as reivindicações. Segundo ele, antes da pandemia, o Centro que coordena recebia o encaminhamento de, em média, 70 pessoas por turno, diariamente. Essa demanda aumentou após os problemas ocorridos com o afundamento dos bairros, por exemplo, em que muitos buscaram atendimento psicológico com casos graves de depressão.

“São ambientes diferentes, onde a pessoa pode ser acolhida, medicada, fazer as consultas necessárias, e dispor de diversas terapias ocupacionais que a integram. E para os pacientes abandonados num hospital psiquiátrico, ou sem família, as Residências Terapêuticas também são essenciais. É um tratamento aberto. O paciente não é preso como num manicômio”, esclarece.

Shorts Youtube
Play
Fim da confusão? Avenida Pratagy ganha placas de proibido estacionar

Fim da confusão? Avenida Pratagy ganha placas de proibido estacionar

Play
Arapiraquense conquista ouro e entra para a elite do jiu-jítsu

Arapiraquense conquista ouro e entra para a elite do jiu-jítsu

Play
Cinema de graça! Penedo recebe mostra do Prêmio Grande Otelo

Cinema de graça! Penedo recebe mostra do Prêmio Grande Otelo

Play
Mutirão recolhe pneus e combate focos da dengue em Maceió

Mutirão recolhe pneus e combate focos da dengue em Maceió

Play
Juíza Ana Florinda é promovida a desembargadora do TJ de Alagoas

Juíza Ana Florinda é promovida a desembargadora do TJ de Alagoas

“Estamos aqui junto à memória da mulher que iniciou esse movimento para pedir uma outra abordagem e respeito aos pacientes psiquiátricos. A instituição manicomial é abusiva e muitos são os relatos de problemas lá dentro. Nós precisamos de ressocialização, aceitação e respeito”, conclui Adesio. Entre as faixas e cartazes dispostos no ato, alguns relembravam o caso do psiquiátrico Eliseu Cirino, que faleceu aos 44 anos de idade, após ser agredido dentro das dependências do Hospital Escola Portugal Ramalho (HEPR), em Maceió, durante sua internação na unidade. Segundo a instituição, o agressor seria outro interno, motivado por um desentendimento. A família, no entanto, acredita em outra versão para o fato. Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado e a polícia abriu investigação sobre o caso.

* Sob supervisão da editoria de Cidades.

Relacionadas