Saúde
ATO PÚBLICO PEDE FIM DE MANICÔMIOS E RESPEITO AOS PACIENTES PSIQUIÁTRICOS
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Servidores da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), do Ministério da Saúde em Maceió, assim como pacientes psicológicos e familiares, se reuniram nesta terça-feira (18), no Corredor Vera Arruda, próximo à estátua da psiquiatra alagoana Nise da Silveira, durante um ato público em alusão ao Dia da Luta Antimanicomial.
A data é considerada pelos profissionais da saúde mental no Brasil como uma conquista e evolução no tratamento de pessoas com doenças ou transtornos psiquiátricos.
O presidente do Concelho Gestor do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Enfermeira Noraci Pedrosa, no bairro do Jacintinho, Adesio Oliveira, destaca que o fim da instituição manicomial, a criação de mais Centros e Residências Terapêuticas na cidade, assim como o fortalecimento dos equipamentos da Raps em Maceió, estão entre as reivindicações. Segundo ele, antes da pandemia, o Centro que coordena recebia o encaminhamento de, em média, 70 pessoas por turno, diariamente. Essa demanda aumentou após os problemas ocorridos com o afundamento dos bairros, por exemplo, em que muitos buscaram atendimento psicológico com casos graves de depressão.
“São ambientes diferentes, onde a pessoa pode ser acolhida, medicada, fazer as consultas necessárias, e dispor de diversas terapias ocupacionais que a integram. E para os pacientes abandonados num hospital psiquiátrico, ou sem família, as Residências Terapêuticas também são essenciais. É um tratamento aberto. O paciente não é preso como num manicômio”, esclarece.
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“Estamos aqui junto à memória da mulher que iniciou esse movimento para pedir uma outra abordagem e respeito aos pacientes psiquiátricos. A instituição manicomial é abusiva e muitos são os relatos de problemas lá dentro. Nós precisamos de ressocialização, aceitação e respeito”, conclui Adesio. Entre as faixas e cartazes dispostos no ato, alguns relembravam o caso do psiquiátrico Eliseu Cirino, que faleceu aos 44 anos de idade, após ser agredido dentro das dependências do Hospital Escola Portugal Ramalho (HEPR), em Maceió, durante sua internação na unidade. Segundo a instituição, o agressor seria outro interno, motivado por um desentendimento. A família, no entanto, acredita em outra versão para o fato. Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado e a polícia abriu investigação sobre o caso.
* Sob supervisão da editoria de Cidades.