Cidades
PF far� opera��o padr�o no Porto e aeroporto
GILVAN FERREIRA Os policiais federais de Alagoas, que estão em greve desde a última terça-feira, anunciaram, ontem, o início da radicalização do movimento grevista. Seguindo a orientação da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), que encerrou ontem o prazo para que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, iniciasse as negociações para a implantação da Lei 9.269/96, que define a equiparação salarial entre todas as categorias de servidores federais com nível superior, os policiais federais vão iniciar, a partir de hoje ou no máximo amanhã, uma operação padrão no Porto e Aeroporto de Maceió. Com a operação, todos os passageiros dos vôos internacionais e de cruzeiros marítimos vão passar por uma rigorosa fiscalização, que inclui a verificação de documentos de todos passageiros e tripulantes. Essa operação, que já foi desencadeada no Rio de Janeiro e São Paulo, vem atrasando todos os vôos nos aeroportos internacionais. A delegação de policiais federais, que viajou a Brasília, deve chegar a Alagoas amanhã, mas o presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Jorge Venerando, repassou todas as informações da decisão do comando nacional de greve. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Valdir Sá, a decisão de radicalizar o movimento grevista foi a única alternativa encontrada para pressionar o governo pela implantação da Lei 9.269/96. Valdir Sá antecipou a possibilidade de ações mais enérgicas do comando de greve, que inclui a mobilização de aliados políticos para pressionar ainda mais o governo federal. ?Nós vamos apertar ainda mais; a operação padrão é só o começo. A situação tende a piorar, pois o governo federal não quer cumprir, e tem a obrigação de cumprir a Lei. Agora, o governo vem tentando jogar a opinião pública contra os policiais federais, mas nós queríamos a greve, que foi nossa última alternativa. Também começamos a trabalhar através da pressão política e já recebemos alguns apoios importantes, como o do presidente do Senado federal, José Sarney, que prometeu negociar com o presidente Lula o fim da greve?, comentou Valdir Sá.