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Caso Bandeira: juiz pede�novo exame de DNA

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DORGIVAL JÚNIOR Os advogados de defesa do prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, solicitaram, ontem, ao juiz da Comarca de Satuba, Sérgio Persiano, a realização de um novo exame de DNA para comprovar se o corpo encontrado carbonizado, em junho do ano passado, era mesmo do professor Paulo Bandeira. O pedido foi efetuado ao ser colocada em dúvida a procedência do sangue coletado dos pais do professor, já que o mesmo não foi retirado em um instituto de análise especializado na realização deste tipo de exame. Com essa alegação, a defesa do prefeito efetuou a solicitação junto ao juiz, que acatou o pedido. ?Um novo exame será realizado para que nenhuma dúvida fique sem ser esclarecida?, frisou o magistrado, alegando que o primeiro exame de DNA foi realizado logo após o corpo ter sido encontrado. Na análise do DNA foi confirmado que o cadáver era do professor da rede municipal de ensino de Satuba, Paulo Bandeira, que havia denunciado há poucos dias o desvio de recursos do dinheiro do Fundef no município. Ontem, em depoimento ao juiz Sérgio Persiano, o policial civil Eraldo Henrique, que trabalhava como segurança do filho de Adalberon de Moraes, negou que os dois cabos da Polícia Militar, Lima e Geraldo, estivessem no posto de combustível de propriedade dele, no dia em que o professor Paulo Bandeira desapareceu, como os militares haviam anunciado. O policial, que é uma das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, confirmou o depoimento que teria prestado, anteriormente, à polícia, durante o processo de investigação do caso. Os dois PMs acusados de envolvimento na morte do professor estão detidos no quartel da PM, em Maceió. A prisão dos dois militares foi determinada pelo juiz da Comarca de Satuba, por envolvimento deles em outro homicídio. O depoimento da testemunha do Ministério Público, segundo o magistrado, acabou derrubando o álibi dos dois militares. O prefeito de Satuba também teve a prisão decretada pelo magistrado, no segundo semestre do ano passado, e está detido no Presídio Baldomero Cavalcanti. Serão ouvidos pelo juiz Sérgio Persiano, 35, testemunhas arroladas pelo Ministério Público. O magistrado anunciou ainda que o depoimento da esposa do professor, Cilene Bandeira, e do menor que atendeu ao telefonema recebido pelo professor antes do seu desaparecimento está marcado para o próximo dia 23. Um irmão do professor também será ouvido pela Justiça. Ambos são testemunhas de acusação do Ministério Público.

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