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Cidades Jorge Ricardo Queiroz de Andrade já foi liberado da UTI e segue se recuperando sem complicações

1º TRANSPLANTADO DE FÍGADO EM AL SEGUE EM RECUPERAÇÃO

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Por Maíra Sobral | Edição do dia 21/05/2021 - Matéria atualizada em 21/05/2021 às 04h00

O paciente Jorge Ricardo Queiroz de Andrade, de 57 anos, que foi contemplado com o primeiro transplante de fígado realizado em Alagoas, segue tendo uma boa recuperação, sem complicações no órgão recebido e já foi liberado da UTI. Agora o paciente receberá os tratamentos no quarto e poderá contar com um acompanhante, enquanto precisar se manter no hospital da Santa Casa. Segundo Juliane Vasconcelos, filha de Jorge Ricardo, embora ainda não exista previsão de alta, o quadro clínico após o transplante está sendo favorável. “O fígado está respondendo bem, graças a Deus, mas o processo é lento. Ele continua com ascite, um inchaço abdominal causado pelo acúmulo de líquidos e está fazendo hemodiálise devido os rins adoecidos. Então, tudo depende da recuperação”, contou a filha do paciente. Jorge Ricardo é paciente crônico de hepatite B, doença viral que afeta o fígado, podendo evoluir para cirrose, como aconteceu com Jorge. Em razão do mau funcionamento do fígado, outros órgãos podem ser sobrecarregados e exigir que o paciente diagnosticado com a hepatite precise de outros tratamentos médicos, além da hepatite B. Por esse motivo a hemodiálise está sendo necessária no tratamento de Jorge. “Ele tem o vírus há mais de 10 anos, então a doença foi evoluindo até se tornar crônica, se tornar a cirrose, muitas medicações. E aí como o fígado estava sem funcionar sobrecarregou outros órgãos”, explicou Juliane. Até o momento, todos os procedimentos referentes à recuperação de Jorge Ricardo estão sendo realizados na Santa Casa, incluindo a hemodiálise. Além disso, ele está sendo assistido pela assistente social e psicóloga, juntamente com a equipe médica e na companhia da esposa.

O médico especialista em cirurgia do aparelho digestivo, oncológica digestiva e transplante de órgãos do aparelho digestivo, Oscar Ferro disse à Gazeta que essa é uma das cirurgias mais complexas que existem. “Nosso trabalho foi iniciado ainda em 2019, quando começamos a elaborar o projeto para credenciarmos Alagoas a realizar o transplante de fígado. Após enviarmos toda a documentação exigida, fomos até Brasília e, posteriormente, uma equipe do Ministério da Saúde esteve na Santa Casa de Maceió, onde vistoriou a estrutura e comprovou que tínhamos condições técnicas de realizarmos este procedimento, emitindo, assim, a certificação e nos credenciando ao Sistema Único de Saúde [SUS]”, disse. O médico disse ainda que o paciente vai ser acompanhado pela Santa Casa para o resto da vida. Jorge esperou por dois meses e dois dias pela cirurgia. Depois de se inscrever na Lista de Transplantes de Pernambuco, uma vez que Alagoas ainda não realizava este procedimento, ele passou a integrar a fila de Alagoas no último dia 11 de março. O transplante, que ocorreu de forma satisfatóri, foi realizado na Santa Casa de Maceió, credenciada pelo Ministério da Saúde (MS) para realizar este tipo de procedimento, conforme a Portaria Federal N°313, expedida em 7 de abril de 2020.

* Sob supervisão da editoria de Cidades.

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