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Covid-19

13,5 MIL ALAGOANOS RECEBEM SEGUNDA DOSE DA VACINA FORA DO PRAZO

Números mostram que Alagoas é o 5º Estado do País com menor número de pessoas nesta situação. Sergipe foi o menos penalizado

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Em todo o País, pelo menos 1,9 milhão receberam a 2ª dose do imunizante fora do prazo
Em todo o País, pelo menos 1,9 milhão receberam a 2ª dose do imunizante fora do prazo -

Um total de 13.500 alagoanos recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19 fora do prazo estabelecido pelos fabricantes. Os números foram extraídos do DataSUS, que é um sistema de informações do próprio Ministério da Saúde, e tabuladas com exclusividade para o jornal Folha de S. Paulo. Eles mostram que Alagoas é o 5º Estado com menor número de pessoas nesta situação. Sergipe foi o menos penalizado, com 3,380 cidadãos que tomaram a segunda dose em atraso. Na outra ponta do ranking estão Bahia (277,2 mil casos), Rio Grande do Sul (234,3 mil) e São Paulo (176,9 mil). Em todo o País, pelo menos 1,9 milhão de vacinados contra Covid-19 receberam a 2ª dose do imunizante fora do prazo, o que equivale a quase 14% de todas as pessoas que completaram a trajetória vacinal com a CoronaVac e com a Astrazeneca até 6 de maio. Foram 1,7 milhão de pessoas que receberam a 2ª dose do imunizante com atraso. Outros 159,6 mil imunizados, por outro lado, receberam a 2ª etapa vacinal antes do intervalo mínimo estipulado entre as doses. Em Alagoas, foi registrada a falta do imunizante CoronaVac para aplicação da segunda dose aos cidadãos. Somente na capital, a vacinação foi suspensa ao menos três vezes. O primeiro registro de suspensão em Maceió foi em 25 de abril, quando a Prefeitura de Maceió anunciou que o Estado só repassou 8.790 doses de CoronaVac para a capital, que precisava de 26.510. A causa do retardamento foi a decisão do Ministério da Saúde de utilizar todo estoque vacinal disponível sob justificativa de que havia garantia de produção. A orientação foi feita em fevereiro pelo ex-ministro Eduardo Pazuello. As duas vacinas ministradas no Brasil desde janeiro têm intervalos diferentes entre doses, descritos nas respectivas bulas. Na Coronavac, há um lapso de 28 dias entre as doses; na AstraZeneca são três meses. O intervalo necessário entre doses é definido nos testes clínicos das vacinas. “Tem a ver, por exemplo, com o tempo que o sistema imune responde ao estímulo da primeira dose, que é, no mínimo, de quatorze dias”, disse à Folha a epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin (EUA). No caso da Coronavac, que faltou em Alagoas e corresponde à maior parte das imunizações do país contra o coronavírus, quase 1,6 milhão de vacinados receberam a segunda etapa vacinal depois dos 28 dias estipulados entre doses –mas ainda antes de 45 dias. Para cientistas, esse intervalo pode até ser aceitável como uma espécie de “prazo estendido”. Depois disso, a proteção contra a doença pode ficar comprometida. O problema é que pelo menos 85,8 mil vacinados com a Coronavac no país tomaram a 2ª dose mais de 45 dias depois do início da trajetória vacinal. Em nota à Folha, o Ministério da Saúde informou que “realiza uma avaliação do andamento da campanha de vacinação contra a Covid-19 em todo o país” com apoio do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems). “Cabe esclarecer que, semanalmente, a pasta coordena reuniões com as gestões de saúde estaduais e municipais para definir a orientação adotada a cada nova distribuição, para o cumprimento da imunização.” E segue: “O Ministério ressalta que a distribuição de doses aos estados é estimada de acordo com as previsões de entrega dos laboratórios”.

*Com informações da Folha de S. Paulo.

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