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Cidades

Crea quer t�cnicos em�empresas de servi�os

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) vai intensificar a fiscalização sobre as empresas de serviços técnicos para cobrar a presença de um profissional que responda pela área junto ao órgão. A ausência desse técnico pode resultar em risco

Por | Edição do dia 18/03/2004 - Matéria atualizada em 18/03/2004 às 00h00

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) vai intensificar a fiscalização sobre as empresas de serviços técnicos para cobrar a presença de um profissional que responda pela área junto ao órgão. A ausência desse técnico pode resultar em risco de acidentes pela operação inadequada de equipamentos que vão de um carro a um aparelho de ar refrigerado. Em alguns casos, esse profissional só pode ser um engenheiro mecânico e entre os alvos da fiscalização estão as oficinas de conversão de motores, de concessionárias, de manutenção de aparelhos de ar refrigerado e de elevadores, retíficas e hotéis (por causa das caldeiras que usam, que também exige o acompanhamento especializado). “As empresas que trabalham com serviços técnicos são todas aquelas que exigem de alguns de seus funcionários uma aprendizagem na área tecnológica; o que vai de uma panela de pressão a um avião”, explica o engenheiro mecânico Antônio Teles, coordenador da Câmara de Engenharia Mecânica do Crea de Alagoas e responsável pela fiscalização. Segundo ele, a operação foi organizada a partir da constatação de que muitas empresas que atuam nessa área não possuem o profissional devidamente qualificado e colocam leigos para executar um trabalho que é privativo do engenheiro mecânico. “Queremos mostrar para a sociedade a importância de haver a responsabilidade técnica, de haver alguém que responda perante o conselho, se ocorrer algum eventual problema”, acrescenta Marcelo Costa, membro do grupo. Para ilustrar, eles citam o caso do acidente com o carro alegórico da escola de samba Gaviões da Fiel, em São Paulo, causado pela ruptura na barra de direção. E lembram que essa ruptura pode causar ainda acidentes como o do ônibus que caiu de uma ponte, em Minas Gerais, matando todos os ocupantes. A ruptura indica falta de um projeto mecânico, que define o melhor componente para suportar o esforço que vai incidir sobre a estrutura. O trabalho de fiscalização, segundo Teles, é rotineiro, mas a intensificação foi definida este ano. O grupo de cinco engenheiros mecânicos levantou as empresas que trabalham com serviços técnicos em Maceió, divididas por setor. O levantamento chegou a um total de 70 empresas. A Câmara de Engenharia Mecânica do Crea fez levantamento prévio e apurou que cerca de 20 não possuíam o profissional. “Dependendo do porte da empresa, esse profissional pode ser um técnico em mecânica ou somente um engenheiro mecânico”, explica Francisco Medeiros, também membro do grupo. Para uma pequena oficina, por exemplo, bastaria o técnico como responsável. Mas, no caso de uma empresa que trabalhe com caldeiras, porém, independentemente do porte, é exigido que o responsável técnico seja um engenheiro mecânico. A fiscalização do conselho vai começar a notificar as empresas, cujos responsáveis terão dez dias para apresentar sua defesa. A multa pela falta de um responsável técnico é de R$ 2.384,00. (FF)

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