Cidades
Servidores da Ufal iniciam mobiliza��o por reajustes
FÁTIMA ALMEIDA Servidores e docentes da Universidade Federal de Alagoas realizaram ontem pela manhã uma mobilização conjunta marcando um Dia Nacional de Luta e o lançamento da Campanha salarial 2004, dos técnicos da universidade. Eles fizeram panfletagem e uma caminhada pelo Campus, visitando todos os setores e departamentos e encerraram com um bingo, numa ironia à proibição dessa atividade pelo governo federal. ?Aproveitamos que a Polícia Federal está em greve e fizemos o nosso bingo?, diz Evilásio Freire, do Sintufal. A mobilização não chegou a paralisar as atividades da Ufal. Segundo explicam as lideranças do movimento, não era esse o objetivo. ?Nossa intenção é manter a categoria mobilizada porque há um indicativo nacional de paralisação para a segunda quinzena de abril?, informou Yolanda Santana, coordenadora do sindicato dos servidores. De acordo com Antônio Passos, da Associação dos Docentes (Adufal), a mobilização das duas categorias vai ganhar fôlego com o início das atividades letivas de 2004, em abril (a Ufal está encerrando as atividades relativas a 2003). Entre as reivindicações, o carro-chefe é a reposição das perdas acumuladas desde 95, que segundo ele chegam a 127%. No ano passado, após uma greve que durou cerca de 60 dias, o governo repôs 1,9%. ?Só no governo Lula a defasagem já foi de 9%?, diz Passos. Além disso as categorias lutam também pela correção de distorções funcionais, incorporação de gratificações, diretrizes para o Plano de Carreiras e pela implantação da data-base unificada em 1º de maio. Nos últimos governos houve alterações que culminaram com o fim da data-base das categorias da Universidade. Eles querem também o cumprimento dos acordos estabelecidos na última greve, entre eles a criação da mesa de negociação. Entre os próximos passos de mobilização, as entidades estão programando um grande seminário na volta às aulas, reunindo a Associação Nacional dos Docentes (Andes), Associação dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Federação dos Servidores das Universidades (Fasubra), União Nacional dos Estudantes (UNE) e governo para discutir as diversas propostas de reforma universitária.