Cidades
Vigil�ncia apreende mais de uma tonelada de carne
DORGIVAL JÚNIOR Agentes da Vigilância Sanitária Estadual apreenderam, ontem pela manhã, após denúncia anônima, mais de uma tonelada de carne estragada numa residência localizada no Conjunto Joaquim Leão. Segundo informou o funcionário do órgão, Josias Pimentel, foram apreendidos nesta residência 30 fardos de charque (que correspondem a 900 quilos), além de 120 quilos de salame. De acordo com ele, o alimento estragado foi encontrado nos fundos da casa e seria revendido na feira livre da cidade de São Luiz do Quitunde, município situado no litoral norte de Alagoas. ?Não foi necessária a realização de testes para saber se os dois tipos de carne estavam ou não estragados. A má qualidade do produto podia ser vista a olho nu?, frisou Josias Pimentel, acrescentando que antes de ser levado para o comércio na cidade de São Luiz do Quitunde, o charque deveria ser colocado ao sol para que o mau cheiro desaparecesse. O proprietário dos produtos que estavam fora do prazo de validade não foi encontrado em casa, estando no local apenas a esposa e os filhos dele. Após a apreensão, os agentes da Vigilância Sanitária intimaram o dono da casa a comparecer ao órgão para prestar esclarecimentos sobre o caso. Foi dado o prazo de uma semana. ?Ele poderá responder por crime contra o consumidor, sendo punido de acordo com o que determina a lei. Ao chegarmos ao local, tivemos uma surpresa, a grande quantidade de carne estragada?, frisou o funcionário da Vigilância Sanitária, salientando que todo o material recolhido foi encaminhado ao depósito da Vigilância Sanitária. Até o final da tarde de ontem, a direção do órgão ainda não tinha decidido se o material seria incinerado na empresa Cinal ou levado para a Cobel onde seria enterrado em uma cova. Mercado No Mercado da Produção, os agentes da Vigilância Sanitária também fizeram ontem a apreensão de 60 quilos de carne bovina que estavam expostos à venda por um atravessador. ?A carne estava estragada e não estava sendo vendida por comerciantes que fazem parte do cadastro do mercado?, frisou Josias Pimentel, acrescentando que apesar do péssimo estado da qualidade da carne, ela estava sendo comprada por alguns consumidores. Ele informou ainda que a carne estragada também foi levada para o depósito da Vigilância Sanitária, onde foi incinerada. O proprietário do produto foi retirado do Mercado da Produção. ?Temos uma equipe de fiscais que atua das 5 até as 14 horas, diariamente, no Mercado da Produção, o que facilita o trabalho de averiguação do que está sendo comercializado no local?, finalizou ele.