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Davino tenta evitar demiss�o de diretor do IML

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GILVAN FERREIRA A crise entre a direção do IML e a Secretaria de Defesa Social pode ter um desfecho hoje. O secretário Robervaldo Davino e o diretor do IML, Luiz Fernando de Barros, não se entendem sobre a situação do órgão, depois que a GAZETA DE ALAGOAS, na edição do último domingo, mostrou o sucateamento das instalações, as péssimas condições de trabalho e as dificuldades administrativas provocadas pela escassez de recursos financeiros. O secretário Davino convocou o diretor do IML para uma reunião na manhã de hoje, na qual vai tentar contornar a situação. Luiz Fernando chegou a entregar o cargo, depois de ter recebido críticas de Davino por suas declarações à GAZETA. O diretor do IML disse que ficou indignado com o posicionamento do secretário, que disse ter estranhado suas declarações, consideradas ?precipitadas?. Davino disse que vem repassando, mensalmente, R$ 3,8 mil para o IML, além de investimentos na compra de equipamentos. ?O IML recebe R$ 3,8 mil mensalmente, liberamos recursos para aquisição de equipamentos e compras emergenciais. Agora, aparece essa história de falta de equipamentos. Eu quero saber o que está acontecendo no IML?, criticou Davino. Pedido de demissão Segundo Luiz Fernando, em 10 meses no cargo, o IML só recebeu da Secretaria de Defesa Social três repasses financeiros, de R$ 1,9 mil, nos meses de agosto (2003), novembro (2003) e março (2004). Dividindo os R$ 5,7 mil (soma dos três meses) por 10 meses (período da sua administração no IML) chega-se à constatação de que ele vem administrando o IML com R$ 570 por mês, o que explicaria as dificuldades. ?Depois de ler as declarações do secretário Robevaldo Davino, que é meu amigo pessoal, e do diretor do Centro de Perícias Forenses, Ailton Villanova, decidi entregar o cargo, pois ficou evidente a desconfiança sobre nosso trabalho?, disse Luiz Fernando. ?Também quero esclarecer que durante os 10 meses em que estou no IML só foram liberados R$ 5,7 mil, o que representa uma média de R$ 570 por mês. A crise do IML tem 50 anos e não é agora, em tão pouco tempo, que vai ser resolvida. Se o governo não repassar verba extra para o órgão, a situação vai continuar a mesma?, afirmou. Segundo o diretor, não adianta investir recursos em pequenas reformas nesse prédio do IML. A situação só vai ser resolvida definitivamente com a construção de um novo prédio. Luiz Fernando garantiu que não tem nenhum interesse em continuar na direção do IML que, segundo ele, é o pior cargo da administração do Estado. Ele sugeriu que o IML poderia ser transferido para a administração do Tribunal de Justiça, principalmente pela grande necessidade do trabalho do órgão no auxílio à Justiça. ?Eu defendo que o IML passe a ser administrado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, pois nosso trabalho serve muito mais de auxílio à Justiça do que à Secretaria de Defesa Social. Para sair dessa crise, o IML necessita de recursos para poder prestar um bom serviço, mas nunca nenhum governo teve interesse em investir aqui. Minha saída do órgão tem caráter definitivo, mas vou aceitar o pedido do secretário Davino para uma conversa?, disse, deixando a decisão final sobre sua permanência no cargo para depois do encontro com o secretário. ?Nosso trabalho aqui é duro e fazemos das tripas coração para tentar mantê-lo funcionando. Já me disseram várias vezes que o cargo de diretor do IML é o pior da administração do Estado. Eu queria que o governador Ronaldo Lessa viesse conhecer a realidade do IML. Nós já tentamos uma audiência com ele, mas não recebemos resposta. Reconsideração Apesar de ter criticado o diretor do IML, o secretário de Defesa Social, Robevaldo Davino, disse que ele continua ?prestigiado? no cargo e vai sugerir que, ao invés de pedir demissão, Luiz Fernando de Barros tire um período de férias para repensar seu pedido de afastamento do cargo. Davino garantiu que o legista Luiz Fernando vem fazendo um trabalho ?revolucionário no IML? e que deseja que ele continue no comando do órgão, que faz parte das prioridades da Secretaria de Defesa Social. ?O médico-legista Luiz Fernando faz um trabalho revolucionário. Ele é uma pessoa muito competente, honesta e vai continuar seu ótimo trabalho no órgão. Eu vou ter uma conversa com ele para sugerir que se afaste por um período de férias, para repensar sua posição de deixar o órgão. O IML é uma das nossas prioridades, mas é necessário que tenhamos paciência, pois não é possível fazer em tão pouco tempo o que não fizeram em 50 anos?, desculpou-se Davino.

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