Cidades
Policiais federais recuam e suspendem Opera��o Padr�o
GILVAN FERREIRA Acatando a recomendação do comando nacional de greve, o Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas recuou na decisão de iniciar a ?Operação Padrão? no Aeroporto Zumbi dos Palmares e no Porto de Maceió, que pode ser deflagrada na próxima segunda-feira. Apesar da pequena movimentação de vôos internacionais no Aeroporto Zumbi dos Palmares e de navios estrangeiros no Porto de Maceió, o comando de greve promete mobilizar parte do efetivo de 300 policiais federais, que estão em greve desde do último dia 9, na ?Operação Padrão? (verificação rigorosa de documentos, passaportes e fichas criminais) de passageiros internacionais que desembarcam em Maceió. A suspensão da operação foi anunciada, ontem pela manhã, pelo vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Alagoas, Valdir Sá, que garantiu que o recuo do comando nacional de greve visava beneficiar a população, que vem sendo atingida pela greve, e sinalizar para o governo federal o interesse em negociar a implantação da Lei 9269/96, que estabelece a equiparação salarial entre todas as categorias do serviço público federal com nível superior. Valdir Sá afirmou que a falta de resposta do presidente Lula e do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos - que receberam um prazo até a próxima segunda-feira para o início das negociações com a categoria - vai aumentar o clima de revolta entre os policiais federais e poderá desencadear no acirramento do movimento grevista. ?Nós decidimos suspender o início da operação padrão em respeito ao povo brasileiro, que sempre confiou e apoiou à Polícia Federal. Nós somos gratos por essa confiança e, por esse motivo, que decidimos oferecer ao governo federal a oportunidade de abrir negociações com a nossa categoria, que só reivindica o cumprimento da Lei 9269/96. O ministro Márcio Thomaz Bastos não fala a verdade quando afirma que nós queremos um reajuste de 85% nos nossos salários. Só estamos exigindo o cumprimento da lei. Não queremos sermos acusados de radicalismo, o novo prazo ao governo é sinal que queremos negociar. Mas se isso não acontecer, a gente vai para o pau e a greve pode tomar novas proporções?, ameaçou Valdir Sá. Em Alagoas, a greve prejudica o andamento de 600 processos e várias operações que estavam em andamento, como o combate aos bingos, operação Anaconda, combate ao tráfico de drogas e de armas.