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60 mil pessoas usam �gua clandestina no B. Bentes

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A Casal estima que mais de 60 mil moradores na região do Benedito Bentes estejam fora do sistema de abastecimento da empresa, ou seja, usem água da rede de forma clandestina. É, talvez, o maior núcleo de concentração de ligações irregulares da grande Maceió. A estimativa da prefeitura é de que o conjunto abrigue, hoje, 125 mil residências, mas a Casal só atende oficialmente a 65 mil delas. ?O número nos leva a concluir que o restante dos moradores usa água clandestina, tirada da própria rede? explicou o gerente de operações da capital, Antônio Fernando Santana. Nas grotas de Maceió, a Casal calcula que moradores de outras 30 mil casas também usem água de forma clandestina, considerada um crime e com penalidades previstas por lei. Essas ligações, além de reduzir a vazão do sistema de abastecimento para a comunidade, pode contaminar o produto, uma vez que a rede é perfurada, sem critérios, para a colocação de canos que desviam a água até o ponto de interesse de quem fez a ligação. O uso clandestino de água da Casal, no entanto, não é exclusivo do Benedito Bentes e nem das grotas. Nas áreas consideradas nobres, a Casal também tem tido trabalho para combater a irregularidade. Na periferia, no entanto, o problema é mais freqüente. Ontem, os técnicos da casal fizeram a recuperação de um trecho da rede de abastecimento na adutora que leva água da Estação de Tratamento da Casal, em Rio Largo, até o complexo Brasil Novo. Um morador de uma área que não está interligada à Casal, próxima ao Conjunto Santa Tereza, em Rio Largo, perfurou os canos de 100 milímetros de diâmetro da adutora para instalar a ligação clandestina, deixando sem água quase 15 mil habitantes do Complexo Brasil Novo (que compreende os conjuntos Mário Mafra, Guriatã, Chico Mendes, Cruzeiro do Sul, Margarida Procópio, Hélio Vasconcelos e Terras de Utinga. Denúncia A comunidade denunciou a ligação clandestina e uma equipe da empresa que se dirigiu ao local para fazer o que chamam de estancamento do desvio e recuperação da rede. O morador, cujo nome não foi revelado, é reincidente no furto de água da Casal. Desta vez, no entanto, ele será penalizado judicialmente pela irregularidade. Segundo explicou Antônio Fernando, o Departamento Jurídico da Casal já está ingressando na Justiça com uma ação para ressarcimento dos danos causados ao patrimônio. Ele também deve ser denunciado à Delegacia de Rio Largo. O combate da Casal às ligações clandestinas também passa por um trabalho educativo junto às comunidades, informou Antônio Fernando. No próprio conjunto Brasil Novo foi instalado um posto de atendimento da empresa para dialogar com os moradores sobre a importância da regularização do abastecimento e negociação de débitos. ?A empresa quer recuperar essas ligações, trazer os moradores para a rede de abastecimento? ressaltou. (TA)

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