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MACEIÓ TEM A 2ª MAIOR TAXA DE CONTÁGIO ENTRE AS CAPITAIS DO NE

A pior situação encontrada no Nordeste foi a de João Pessoa, capital da Paraíba, com índice de 1,39

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Em Maceió, cada grupo de 100 infectados pelo coronavírus, outros 106 são infectados
Em Maceió, cada grupo de 100 infectados pelo coronavírus, outros 106 são infectados -

Maceió tem a segunda maior taxa de contágio da Covid-19 entre as capitais do Nordeste. Os dados são do Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e são referentes ao último sábado (5). O índice aferido em Maceió é de 1,06, o que significa que cada grupo de 100 infectados devem contaminar outros 106. A pior situação encontrada no Nordeste foi a de João Pessoa, capital da Paraíba, com índice de 1,39. O pódio de maiores índices é composto ainda por Aracaju, com taxa de 1,05. Já a melhor situação foi aferida em Natal, com taxa de 0,8. São Luiz e Teresina estão com 0,85 e 0,86, respectivamente. A taxa de transmissibilidade, número reprodutivo efetivo ou razão de reprodução efetiva, segundo o Observatório, indica quantas pessoas, em média, um indivíduo infeccioso pode contagiar em uma população na qual nem todos são suscetíveis. Os pesquisadores explicam que se a taxa for menor que 1, cada indivíduo infeccioso causa, em média, menos do que uma nova infecção, então os níveis de contágio da doença irão decair e a doença irá, eventualmente, desaparecer. Se a taxa for igual a 1, cada indivíduo infeccioso causa, em média, exatamente uma nova infecção, então os níveis de contágio da doença permanecerão estáveis e a doença se tornará endêmica. Mas se a taxa for maior que 1, como acontece em Maceió, cada indivíduo infeccioso causa, em média, mais do que uma nova infecção, então a doença se propagará na população e poderá haver uma epidemia. Ou seja, um aumento de casos pode ocorrer de maneira repentina e, consequentemente, pressionar a rede hospitalar.

Os pesquisadores lembram que, apesar de ser muito útil para avaliar o potencial de propagação de doenças infecciosas em diferentes contextos, é uma medida teórica. O Observatório de Síndromes Respiratórias da UFPB usa informações compiladas do Ministério da Saúde. Os números são usados como referência pelos gestores do país, para tomada de decisões.

SEM CONTROLE

Dados do Observatório Alagoano de Políticas Públicas Para Enfrentamento da Covid-19, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), divulgados na última segunda-feira (7), apontam um crescimento de 5% no número de novos casos da Covid na última semana em relação à semana anterior. Já o número de óbitos reduziu 2% no mesmo período. De acordo com o levantamento, os indicadores mostram uma situação de instabilidade da pandemia no estado, evidenciada pela manutenção da incidência de casos e óbitos em patamares altos, além do elevado número de casos suspeitos e da ocupação hospitalar. O estudo ressalta que os casos continuam estabilizados em um platô acima de 4 mil casos há cerca de dez semanas, enquanto o número de óbitos se mantém no nível de quatro semanas atrás. Em relação às regiões, Arapiraca e a 2ª RS apresentaram as maiores incidências de casos no período analisado, iguais à 348 e 196 casos para cada 100 mil habitantes, respectivamente. Em relação aos óbitos, a 6ª RS e Arapiraca registraram as maiores taxas, iguais a 6,8 e 6,5 casos para cada 100 mil habitantes, respectivamente. Com relação ao número de casos suspeitos, o estado manteve a tendência de alta observada nas últimas semanas, chegando a 17.978 casos no último sábado (6). Conforme o estudo, a manutenção da proporção de testes confirmados entre os exames RT-PCR realizados pelo Lacen/AL, reforça a possibilidade do aumento de casos suspeitos estarem relacionados à Covid-19. Dos 7.749 exames realizados ao longo da 21ª SE, 43% apresentaram resultado positivo para Covid-19.

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