Cidades
Superintendente recua e tira militares da sede da PF
GILVAN FERREIRA O Sindicato dos Policiais Federais (Sinpofal) encaminhou, ontem, uma representação à Procuradoria-Geral da República contra a decisão do superintendente da Polícia Federal em Alagoas, Carlos Rogério Cota, de convocar a Polícia Militar para fazer a segurança interna do prédio-sede da Polícia Federal, em Jaraguá, enquanto não fosse suspensa a greve da categoria, que completa 11 dias. No documento, o presidente em exercício do Sinpofal, Valdir de Sá Leite, encaminhou documentos, inclusive, o flagrante da GAZETA DE ALAGOAS, para comprovar a suposta ação ilegal do superintendente da Polícia Federal, Rogério Cota. Valdir Sá disse que não é de competência da Polícia Militar à atribuição de garantir a segurança interna do prédio da Polícia Federal, que poderia ser realizada pelos delegados e peritos criminais que não aderiram à greve dos policiais federais. O presidente do Sinpofal disse que o comando de greve colocou à disposição da superintendência um efetivo de 52 policiais para garantir, durante o período de greve, os serviços considerados essenciais, como fiscalização do porto, aeroporto, segurança interna, entre outros serviços. Esse número representaria 33% de todo efetivo de policiais federais em Alagoas. Diante da repercussão negativa da sua decisão e da pressão dos policiais federais, o superintendente Carlos Rogério Cota devolveu ao comando da Polícia Militar os policiais que foram deslocados para fazer o trabalho de fiscalização interna do prédio-sede. O superintendente Rogério Cota passou a orientação para que os vigilantes da empresa contratada pela Polícia Federal ocupassem os postos de segurança dos policiais federais. Ontem à tarde, a Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF) enviou um documento ao comando estadual de greve em Alagoas informando que os representantes do governo federal ainda não tinha sinalizado com a abertura de negociações. Os grevistas receberam a orientação de manterem a mobilização e somente depois de um contato oficial com o governo é que se definiria o fim da greve. Os policiais federais confirmaram que o prazo para o início das negociações com o governo federal termina na próxima segunda-feira. Caso o governo não apresente uma proposta, os grevistas vão iniciar a ?Operação-Padrão? no porto e aeroporto de Maceió. Os policiais vão fiscalizar com rigor a documentação de todos os passageiros que desembarcarem no aeroporto de Maceió e de navios com turistas em cruzeiros marítimos.