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Cidades

COVID: MACEIÓ RECEBEU 38 PACIENTES DO INTERIOR NA SEMANA PASSADA

Ocupação média de leitos de UTI nos municípios chega a 94%; em Arapiraca e São Miguel dos Campos, já não há vagas disponíveis

Por Hebert Borges | Edição do dia 15/06/2021 - Matéria atualizada em 15/06/2021 às 04h00

Trinta e oito pacientes pacientes com Covid-19 foram transferidos das unidades de saúde do Interior de Alagoas para leitos na capital na última semana, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Segundo a secretaria, trata-se tanto de leitos clínicos quanto de UTI. Estas transferências acontecem no momento em que o Interior de Alagoas está em situação crítica quando o assunto são leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o tratamento de Covid-19. Até essa segunda-feira (14) a ocupação por lá era de 94%, com apenas dez leitos de UTI disponíveis para toda a região. Arapiraca e São Miguel dos Campos estavam com UTIs 100% lotadas. Delmiro Gouveia e Palmeira dos Índios estavam com 100% dos leitos clínicos ocupados. Em Maceió, o hospital da Mulher e o Metropolitano, dois principais hospitais de referência no tratamento da Covid-19, estavam com as UTIs lotadas. Em todo o Estado, a ocupação de UTIs era de 90% nessa segunda-feira (14). São 390 leitos, dos quais 358 já estavam ocupados. Na semana passada, quando estas transferências ocorreram um boletim extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz apontou que a situação estava crítica em Alagoas. Segundo o documento, o cenário de alto risco exige muita atenção e prudência. Os pesquisadores chamam atenção sobre a necessidade de se combinar medidas para enfrentamento da pandemia nas próximas semanas, até que a maior parte da população esteja vacinada. Os pesquisadores ressaltaram que em face da vacinação dos idosos e maior exposição de adultos jovens, tem havido uma mudança no perfil etário de pacientes internados, que talvez venha incorrendo em maiores tempos de permanência hospitalar. Quanto às medidas de enfrentamento a serem adotadas, enquanto a maior parte da população não está vacinada, os pesquisadores afirmam que, com exceção do bloqueio/lockdown (que é uma medida mais forte e que deve ser adotada para os estados e municípios com taxas de ocupação de leitos UTI Covid-19 de 85% ou mais), devem ser incorporadas algumas ações fundamentais. “É muito importante a utilização de medidas não-farmacológicas, que têm como objetivo reduzir a propagação do vírus e o contínuo crescimento de casos, o que sobrecarrega as capacidades para o atendimento de casos críticos e graves e contribui para o crescimento de óbitos; medidas relacionadas ao sistema de saúde, que visam aliviar a sobrecarga dos serviços e também reduzir a mortalidade hospitalar por Covid-19, por desassistência e por outras doenças, bem como garantir o suprimento de insumos fundamentais para o atendimento; as políticas e ações sociais, cujo objetivo é mitigar os impactos sociais e sanitários da pandemia, principalmente para as populações e grupos mais vulneráveis”, citam.

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