loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Falta de informa��es entre os maiores problemas

Ouvir
Compartilhar

O professor José Vicente Ferreira aponta como um dos principais problemas no setor de abastecimento de água em Maceió a falta de informações quanto à realidade das disponibilidades hídricas. Junta-se a tudo isto a incerteza embutida em cada informação fornecida, por exemplo: a vazão dos poços é estimada, não é medida...; o consumo é o estimado, também não é medido...; as vazões dos rios citados também são estimadas....? E lembra que, em meados dos anos 70, já ouvia do professor de hidrologia Abel Tenório Cavalcante que projetar obras hidráulicas em Alagoas era uma tarefa muito difícil, justamente pela falta de informações (dados hidrológicos). E lutava pela implantação de uma rede de monitoramento de dados hidroclimatológicos em Alagoas. ?Se sua luta não tivesse sido em vão, teríamos, hoje, dados suficientes para afirmar quais as vazões que poderiam ser captadas em qualquer de nossos rios e para qualquer finalidade, inclusive a principal: abastecimento humano. E há poucos dias, vi este mesmo professor, na TV, novamente dando aula e fazendo apelo por água. Clamando para que cuidemos de nossos mananciais de superfície e subterrâneos senão faltará água em Maceió em um futuro próximo?. Esperanças Vicente Ferreira garante que ainda não há motivos para se pensar em catástrofe. Contudo, devem ser adotadas as providências necessárias com vistas a uma verdadeira política de recursos hídricos, à solução de situações como o agravamento da superexplotação das águas subterrâneas em algumas áreas da capital, resultante do processo descontrolado de perfuração de poços por parte de particulares que, embora disponham de recursos financeiros ficam insatisfeitos com as constantes faltas d?água decorrentes de problemas, principalmente, nas tubulações da rede de distribuição, constroem seus próprios poços tubulares e abusam do consumo. E lembra que, em recente pesquisa, realizada ao longo de um ano, constatou o rebaixamento contínuo do lençol freático na região do Tabuleiro do Martins. Anteriormente, no ano de 2000, havia apresentado um trabalho semelhante em um congresso mundial, alertando que essa mesma região do Tabuleiro estava sendo superexplorada pelos poços tubulares. Através de simulação, previu rebaixamentos tão elevados ao longo de 20 anos que os rios e riachos cujas nascentes ali se encontram certamente secariam.

Relacionadas