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Nº 5692
Cidades

PANDEMIA SEGUE DANDO SINAIS DE DESCONTROLE EM AL, APONTA UFAL

Situação no Sertão é a mais preocupante, por causa do aumento do número de casos e de mortes

Por Jamylle Bezerra | Edição do dia 22/06/2021 - Matéria atualizada em 22/06/2021 às 04h00

A pandemia do novo coronavírus segue dando sinais de descontrole no estado de Alagoas, apesar da estabilização em alguns indicadores, conforme aponta o Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19 (OAPPEC). De acordo com o levantamento, divulgado nessa segunda-feira (21), foram registrados 5.871 novos casos e 130 óbitos durante a 24ª Semana Epidemiológica no estado. Situação na região do Sertão alagoano é a mais preocupante. Dos nove municípios com UTIs para Covid-19, um terço atingiu a saturação total e sete estão com ocupação acima de 90%. Ao longo da semana, 74% dos casos e 72% dos óbitos foram registrados em moradores do interior do estado, onde a infraestrutura de saúde se encontra mais crítica. Entre as doze localidades analisadas pelo Observatório, oito apresentaram aumento de casos e duas de óbitos. De todas, o Sertão Alagoano é onde mais há indícios de descontrole da epidemia, com um aumento de casos e óbitos em meio a um sistema de saúde saturado. Arapiraca, que nesse domingo (20) se encontrava com 100% de seus leitos de UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19 ocupados, apresentou a maior incidência de casos do estado na 24ª semana epidemiológica. Seus 598 casos por cem mil habitantes são superiores às taxas das localidades que aparecem na sequência, a 8ª Região Sanitária (222 por 100 mil hab.) e a 10ª RS (213). Em relação aos óbitos, a 10ª RS e a 8ª RS tiveram os maiores números relativos à população, com 9,3 e 6,4 mortes por cem mil habitantes. A média estadual, por exemplo, é de 3,9 mortes. O número de testes pendentes no estado, que apresentou o seu maior pico nas últimas semanas, continuou em uma rota descendente na 24ª SE, apesar de seguir elevado. No último sábado (19), foram notificados 13.750 casos em investigação, uma queda de 7% em relação a semana anterior. Foram 6.273 testes realizados pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) na semana, dos quais 42% apresentaram resultado positivo, uma proporção elevada.

VACINAÇÃO NO ESTADO

A instabilidade no ritmo de vacinação em Alagoas voltou a ser evidenciada nesta semana, com uma queda de 3% no número de doses aplicadas em relação à semana anterior. Foram 79.825 doses nos braços de alagoanos no decorrer da 24ª Semana Epidemiológica, chegando a 1,19 milhões de doses aplicadas ao todo. Desse total, 873 mil correspondem à primeira dose e 321 à segunda. Considerando que o público-alvo da vacinação são adultos com 18 anos ou mais, e que esse público é de 2,2 milhões de pessoas em Alagoas, são necessárias 4,4 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. Cerca de 40% deste público tomou a primeira dose, e 15% as duas. Levando em conta toda a população, de 3,34 milhões de pessoas, 26% foram imunizados com a primeira dose e 10% com as duas. Cerca de 70% da população vacinada é preciso para atingir o nível ideal de imunização, segundo a literatura científica. Com esses dados, os pesquisadores do Observatório chegam à conclusão que a transmissão do coronavírus segue descontrolada no Estado de Alagoas. A adoção de medidas de isolamento social é imprescindível para a mitigação deste cenário, especialmente a redução da ocupação dos leitos de UTI no interior do estado. A experiência internacional já atesta que a vacinação é o caminho mais rápido e seguro para superar este momento, dando seguimento a atividades que se encontram atualmente paralisadas.Nos hospitais alagoanos, a taxa de ocupação de UTIs exclusivas para o tratamento da Covid-19 também começou a apresentar sinais de queda, apesar de ainda estar acima do limite de 80%. Neste domingo (20), 337 leitos estavam ocupados, uma ocupação de 86%. Espacialmente, sete dos nove municípios com leitos de UTI estavam com 90% ou mais de ocupação, sendo Arapiraca, Coruripe e Palmeira dos Índios os três locais onde a ocupação atingiu os 100%. As menores ocupações são de Maceió (80%) e União dos Palmares (67%).

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