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Cidades Serão abertos processos administrativos contra os servidores que não se vacinaram, cujo número não foi divulgado

UNCISAL PROIBIRÁ SERVIDORES NÃO VACINADOS CONTRA A COVID DE IREM AO LOCAL DE TRABALHO

A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) vai proibir o acesso de servidores da universidade que se recusaram a tomar vacina contra a Covid-19 aos seus locais de trabalho. Além disso, de acordo com a coordenação jurídica da univers

Por Hebert Borges | Edição do dia 24/06/2021 - Matéria atualizada em 24/06/2021 às 04h00

A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) vai proibir o acesso de servidores da universidade que se recusaram a tomar vacina contra a Covid-19 aos seus locais de trabalho. Além disso, de acordo com a coordenação jurídica da universidade, serão abertos processos administrativos contra estes servidores, cujo número não foi divulgado.

De acordo com coordenador jurídico da Uncisal, Williams Pacífico, a decisão ocorre após parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que foi consultada pela própria Uncisal sobre o que fazer com servidores nesta situação. Segundo ele, serão computados como faltas os dias que os servidores não forem trabalhar em razão da proibição. Por este motivo, haverá prejuízo financeiro para o servidor.

Pacífico explica que durante o processo administrativo será oportunizado ao servidor que explique por qual razão se recusa a receber o imunizante. Segundo ele, no final do processo, é possível que o servidor seja advertido ou até mesmo demitido. O parecer da PGE, emitido na última quinta-feira (17), diz que os servidores públicos do Estado que se recusaram a tomar a vacina contra a Covid-19 poderão ter o ingresso restringido às repartições públicas em que trabalham, o que, consequentemente, impede a frequência e o exercício do cargo que ocupam, o que resulta em consequências financeiras e sujeição a processo administrativo disciplinar. O subprocurador geral do Estado, José Cláudio Ataíde Acioli, entre outras coisas, argumentou que “a liberdade de consciência filosófica, política e ideológica de um indivíduo não é absoluta, podendo sofrer mitigação caso os direitos fundamentais à vida e à saúde estiverem sendo desrespeitados e violados, notadamente quando verificada inobservância a critérios e bases cientificas”.

CORPO DE BOMBEIROS

Além da Uncisal, o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM-AL) também registrou casos de servidores que recusaram receber a vacina contra a Covid-19. Ao todo, 13 bombeiros militares recusaram o imunizante. A Gazeta de Alagoas noticiou este fato e, em resposta à reportagem, a corporação informou que consultaria a PGE. Após a emissão do parecer da PGE, a Gazeta questionou nessa terça-feira (22) a assessoria de comunicação do CBM-AL sobre que medidas adotaria, mas até a publicação desta matéria não recebeu respostas.

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