Cidades
ESTADO AINDA VIVE A SEGUNDA ONDA DA DOENÇA
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Em entrevista à Gazeta, a médica paliativista Marília Magalhães e o coordenador do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19, pesquisador Gabriel Bádue analisam o atual momento da pandemia do novo coronavírus. Perto do segundo semestre do ano, Alagoas ainda vive um descontrole da doença. Sobre a proximidade de uma terceira onda da covid-19, o pesquisador avalia que apesar de não estar descartado esse fenômeno no Brasil, entende que essa não é a realidade este momento de Alagoas.
AUMENTO PROGRESSIVO
“Já que a partir de novembro, quando foi iniciado um aumento progressivo na incidência de casos, seguido de aumento no número de óbitos, o Estado não voltou a registrar uma queda acentuada destes indicadores que justifique falar em uma transição entre uma segunda e terceira onda. Assim, em nosso entendimento Alagoas ainda vivencia uma segunda onda pandêmica”, avalia Bádue.
“Na verdade a gente atingiu como se fosse um platô mesmo. A gente não está entrando na terceira onda, a gente continua na segunda onda, com períodos que têm menos doentes e períodos que têm mais. Qual a diferença? agora a gente tem a maior parte dos doentes hoje abaixo dos 60 anos. Os principais doentes de UTI têm hoje menos de 60 e às vezes até menos de 50 anos porque é a faixa que não está vacinada”, explica Marília Magalhães, médica clínica e paliativista.
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