Cidades
Federais decidem se adotam opera��o padr�o em Alagoas
GILVAN FERREIRA Depois do fracasso das negociações com o governo federal, os policiais federais, em greve desde do último dia 9 de março, decidem, hoje, às 10 horas, o inicio das ações da ?Operação Padrão?, que pretende aumentar a fiscalização no embarque e desembarque de passageiros no Aeroporto Zumbi dos Palmares e turistas de cruzeiros internacionais, que desembarcam no Porto de Maceió. Na operação, os policiais federais vão aumentar rigor na fiscalização de documentos (identidade, passaporte e validade dos vistos de entrada e saída do país). Essas medidas podem atrasar o desembarque e desembarque de passageiros em até duas horas. Os policiais não descartaram a implantação de outras ?medidas radicais?, que serão com o apoio da maioria dos grevistas. O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais (Sinpofal), Valdir Sá, salientou que a decisão de ?radicalizar ?o movimento grevista foi a única alternativa da categoria, já que o governo federal, mesmo recebendo uma sinalização do interesse dos policiais federais na abertura de negociações não deu nenhum tipo de sinalização do interesse em acabar com o impasse que leva a greve ao seu 14º dia. ?A nossa decisão de radicalizar o movimento grevista é uma resposta ao descaso do governo federal, que vem se negando a negociar a implantação da Lei 9269/96. Na semana passada, como uma forma de mostrar o nosso interesse em negociar uma solução para a greve, decidimos suspender a operação padrão em todos os aeroportos do país, mas o governo não mostrou nenhum interesse em abrir um canal de negociação. Não nos restou outra alternativa, a não ser tomar medidas mais duras contra o governo federal?, comentou Valdir Sá. O vice-presidente do Sinpofal revelou que, em assembléia geral, ontem pela manhã, os policiais federais decidiram apoiar o manifesto pedindo a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, que estaria ?atrapalhando? as negociações entre os policiais federais e o governo federal. Os policiais federais exigem o cumprimento da Lei 9269/96, que estabelece a equiparação salarial entre todos os servidores federais com nível superior. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, alegou que a implantação da lei vai provocar um aumento de 84% nos salários de agentes federais, papiloscopistas e escrivães.