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Cidades

OCUPAÇÃO DE LEITOS DE UTI RECUA E MACEIÓ SAI DO NÍVEL CRÍTICO

Segundo dados da Sesau, taxa caiu 23 pontos percentuais este mês e atingiu 66% ontem

Por Carlos Nealdo | Edição do dia 01/07/2021 - Matéria atualizada em 01/07/2021 às 01h00

A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento de Covid-19 em Maceió recuou 23 pontos percentuais em junho, saindo de 89% no início do mês para 66% ontem. Atualmente, 145 dos 220 leitos de UTI estão ocupados. No início do mês, eram 196 vagas ocupadas. Já no interior, esse índice registrou queda de 14 pontos percentuais - saindo de 92% para 78% nesse intervalo. Atualmente, 141 das 180 vagas de UTI estão ocupadas. No início do mês, essa ocupação era de 157 leitos, sendo que naquela época, havia 10 unidades a menos. Já em relação ao Estado, a taxa recuou 19 pontos percentuais em junho, atingindo 72% ontem (30).De acordo com a Sesau, 286 das 400 vagas de UTI existentes no Estado estavam ocupadas nesta quarta. No início de junho, essa ocupação era de 91% - o que significava uma ocupação de 353 dos 390 leitos existentes na época. Com o recuo registrado ontem, Maceió e Alagoas saíram do nível considerado crítico pelas autoridades de saúde - que é de 80%. O boletim da Sesau mostra ainda que na capital alagoana, a taxa de ocupação de UTI para Covid-19 recuou 23 pontos percentuais - saindo de 89% no início de junho, para 66% nesta quarta-feira. Apesar de ter deixado o nível crítico, o interior do Estado ainda registra taxa de 100% de ocupação em alguns municípios, entre eles Coruripe, que está com suas 15 vagas de UTI lotadas, e São Miguel dos Campos (que está com os 20 leitos ocupados). Nas últimas 24 horas, dois municípios - Arapiraca e Santana do Ipanema - saíram da taxa máxima de ocupação. No caso do primeiro, a ocupação está em 96%, o que significa que 72 dos 75 leitos estão ocupados. Em Santana do Ipanema, a taxa recuou para 80% (atualmente o município está com 12 das 15 vagas ocupadas). Em Maceió, a situação mais crítica entre as unidades de saúde é do Hospital Metropolitano, que está com 60 das 69 vagas de UTI ocupada, o que representa uma taxa de 87% - portanto, considerada crítica. Em segundo lugar aparece o Hospital da Mulher, com uma taxa de 80% (59 dos 74 leitos de UTI estão ocupados atualmente), seguido do Hospital Dr. Hélvio Auto e Hospital Vida, ambos com 50% de ocupação. Nas demais unidades, a taxa de ocupação não ultrapassa os 40%, como é o caso da Santa Casa de Misericórdia, Hospital Veredas e Hospital Geral do Estado (HGE) - todos com 40%.

Quando analisadas as taxas de ocupação geral - que inclui UTI, unidades intermediárias e leitos clínicos exclusivos para tratamento de Covid-19, o Estado registrou retração de 20 pontos percentuais, saindo de 65% para 45% no mês. Isso significa que 663 dos 1.448 leitos estão ocupados atualmente. No início de junho, essa ocupação era de 928 leitos, sendo que há um mês, havia 20 leitos a menos.

Nesta quarta-feira, a Sesau informou que Alagoas é o estado com a segunda menor taxa de mortalidade do país por Covid-19. O órgão toma como base os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) disponíveis no Painel Coronavírus, do Ministério da Saúde. Atualmente, o Estado tem taxa de 159,4 óbitos por 100 mil habitantes. A média nacional é de 245,5 mortes a cada grupo de 100 mil pessoas. Segundo o órgão, a mortalidade em Alagoas é também menor que a média da região Nordeste, de 185,8 óbitos por 100 mil habitantes. O estado fica atrás apenas do Maranhão, que tem a menor taxa do País, com 127,5/100 mil. Enquanto o Nordeste é a região com menos óbitos, no outro extremo se encontra a região Centro-Oeste, com taxa de 296,1 óbitos por 100 mil habitantes.

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