Cidades
40 MUNICÍPIOS DE AL TERIAM APLICADO DOSES VENCIDAS DA ASTRAZENECA
Segundo jornal Folha de S. Paulo, 300 doses estavam fora da validade; Sesau e municípios negam
De acordo com reportagem do jornal Folha de São Paulo publicada na sexta-feira (2), pelo menos 26 mil doses vencidas da vacina Astrazeneca teriam sido aplicadas no País, inclusive em Alagoas, onde os imunizantes fora do prazo de validade teriam sido aplicados em 40 municípios (confira lotes ao lado). A reportagem foi feita com base em levantamento baseado no cruzamento de dados oficiais do governo federal feita por pesquisadores Sabine Righetti, da Unicamp, e Estêvão Gamba, da Unifesp.
O Ministério da Saúde, entretanto, informou que não distribuiu vacinas vencidas e que os prazos de validade são rigorosamente checados. Além disso, os dados sobre aplicação de doses são inseridos pelos municípios no DataSUS.
Em vídeo postado nas redes sociais, o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, afirmou que a informação de vacinas vencidas não procede. Segundo Ayres, teria havido erro de digitação na hora do registro das vacinas. O prefeito de Maceió, JHC, também afirmou que os lotes citados na reportagem foram aplicados dentro do prazo de validade. A Prefeitura de Batalha, no Sertão alagoano, descartou a aplicação de vacinas vencidas.
Até o dia 19 de junho, segundo apuração da Folha, mais de 300 doses da Astrazeneca fora do prazo de validade teriam sido aplicadas em Alagoas: 67 em Delmiro Gouveia; 17 em Batalha e 15 em Santana do Ipanema. Também teriam sido aplicadas 13 doses em Taquarana; 12 em Arapiraca; 11 em Santa Luzia do Norte; 10 em Novo Lino; oito em Matriz de Camaragibe; 7 em Feira Grande; cinco em São Miguel dos Campos; São Sebastião e Viçosa também cinco, cada; quatro em Campo Alegre; Craíbas e São Luís do Quitunde, três, cada. Canapi, Girau do Ponciano, Igaci, Paripueira, Paulo Jacinto., Pilar, Porto Real do Colégio, Rio Largo com dois cada um. Já Anadia, Cajueiro, Campestre, Coqueiro Seco, Coruripe, Flexeiras, Major Isidoro, Maragogi, Marechal Deodoro, Murici, Palestina, Piaçabuçu, Porto de Pedras, São José da Laje, São José da Tapera e outros três aplicaram uma dose, cada um.
“ERRO DE DIGITAÇÃO”
Após reportagem da Folha de S. Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) negou que doses com prazo de validade vencida foram utilizadas. Nas redes sociais, o secretário Alexandre Ayres justificou que a situação pode ter sido provocada em razão de erros de digitação no momento em que as vacinas foram registradas. Já em entrevista à TV Gazeta, ele explicou que os lotes passam por um controle de qualidade antes de serem enviados aos municípios, além de citar o sistema ConecteSUS, levantando a hipótese de que, como o sistema demorou para entrar em operação, as informações podem ter demorado para serem repassadas.
SECRETÁRIOS
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Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) informou que todos os casos serão investigados e que não está descartado erro do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, que desde o início da Campanha de Vacinação apresenta instabilidade no registro dos dados. Já a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) ressaltou que os lotes citados na reportagem não foram produzidos pela instituição. Parte deles é referente aos quantitativos importados prontos,e entregues pela Fiocruz ao Ministério da Saúde.