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CASOS EM INVESTIGAÇÃO AUMENTAM 50% EM SEIS MESES NO ESTADO

Cerca de 12 mil pessoas aguardam resultado do teste para detecção do coronavírus; baixa testagem é gargalo no combate à doença

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Imagem ilustrativa da imagem CASOS EM INVESTIGAÇÃO AUMENTAM 50% EM SEIS MESES NO ESTADO
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De janeiro deste ano até o fim de junho, Alagoas registrou aumento de mais de 50% do número de casos em investigação para a Covid-19, subiu de 7,8 mil para 12 mil. Apesar da oscilação do percentual nos meses de pandemia, pesquisadores apontam que esse dado pode refletir um dos principais obstáculos da política de combate à doença: a baixa testagem. No mesmo período – janeiro e junho deste ano – o acréscimo do número de pessoas confirmadas com Covid-19 em Alagoas foi de 84%. Maceió, Arapiraca, Penedo, Palmeira dos Índios e Limoeiro de Anadia são os cinco municípios alagoanos com mais casos em investigação e têm, respectivamente, 5,2 mil; quase 2 mil; 635; e os dois últimos ultrapassaram 300.

Os boletins epidemiológicos mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) chegaram a apontar que Alagoas ultrapassou os 12 mil casos em investigação. O ideal é que os testes sejam processados no menor espaço de tempo para que as medidas de controle, como o isolamento dos infectados, sejam mais eficientes.

“Nesse sentido, esse atraso dificulta o reconhecimento da situação e o planejamento dessas ações. Por outro lado, a partir do que é preconizado nos protocolos do Ministério da Saúde, os casos suspeitos podem ser interpretados como pessoas que estão apresentando sintomas de Síndrome Gripal, portanto, são pessoas que podem estar com covid-19”, analisa o professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Gabriel Bádue.

Na avaliação de Bádue, num cenário totalmente diferente dos anos que antecederam a pandemia do novo coronavírus e considerando que a proporção de resultados confirmados entre os exames RT-PCR realizados pelo Laboratório Central (Lacen) é próxima de 40%, a probabilidade de que boa parte desses casos sejam de covid é alta, o que poderá elevar ainda mais o número de casos confirmados.

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GARGALO

“Apesar de a política de testagem no Brasil ter sido um dos gargalos no enfrentamento da pandemia, não temos condições de afirmar que o alto número de casos suspeitos tenha como causa exclusiva a deficiência do Estado em testar. Considerando que a Covid-19 é uma doença de notificação compulsória, os casos em investigação têm origem tanto na rede pública quanto privada. Nesse sentido, para responder a essa questão é preciso uma análise que detalhe onde esses casos foram notificados (setor público ou privado) bem como o intervalo entre a coleta e a divulgação dos resultados dos testes”, reforça Gabriel Bádue.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), os casos em investigação se referem aos notificados nos últimos 20 dias, que estão aguardando encerramento com a classificação final nos sistemas de notificação (e-SUS e SIVEP) por parte dos estabelecimentos notificantes e/ou respectivos municípios e que este dado não representa número de amostra em análise laboratorial no Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL). “É importante salientar que existem dois tipos de exames realizados nas Centrais de Triagem para diagnosticado da Covid-19: o Teste Rápido e o RT-PCR. O Teste Rápido é aplicado por meio da coleta de gotas de sangue e o resultado sai em 20 minutos; já o RT-PCR, cuja amostra de material biológico é coletada através de um cotonete introduzido no nariz do usuário, é encaminhado ao Lacen/AL e o resultado sai em até quatro dias, contados a partir da entrada da amostra no laboratório. Em casos de urgência, o resultado sai em até 24 horas”, informa nota.

No boletim da Sesau, o número de exames recebidos e liberados pelo Lacen/AL até junho deste ano são - respectivamente - 20,7 mil e 19,8 mil. Em relação ao estoque, de testes Rápidos (TR) há 6,4 mil kits amplificação e RT-PCR (Reações), 9,8 mil.

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