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Lacen pode voltar a suspender exames por falta de reagentes

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O Laboratório Central de Alagoas (Lacen) espera receber hoje, do Ministério da Saúde, um novo lote de reagentes para manter a realização dos exames do tipo CD-4 (contagem de células) nos pacientes contaminados pelo vírus HIV, da Aids. O estoque dos produtos no laboratório está terminando e sem a reposição os exames podem voltar a ser suspensos, o que inviabilizaria o tratamento para portadores da doença. Os pacientes ficaram sem realizar o exame na rede pública de saúde por cerca de três meses (de dezembro de 2003 até o início deste mês), por falta desses produtos. O CD-4, em conjunto com o exame quantitativo da carga viral, são indispensáveis para indicar a terapia anti-retroviral e para avaliar a eficácia do tratamento nos doentes. Mensalmente, o Lacen realiza uma média de 200 exames CD-4. Desabastecimento Segundo a Secretaria Executiva de Saúde (Sesau), os exames foram suspensos por causa do desabastecimento da Ata Nacional de Registro de Preços, um instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde que permite a aquisição imediata dos produtos com dispensa de licitação. O ministério teria comunicado a interrupção temporária no fornecimento dos reagentes à diretora do Lacen, Telma Pinheiro, que solicitou da Secretaria da Saúde a compra dos produtos, com recursos do Estado, em outubro do ano passado. Entretanto, a autorização da compra teria sido adiada em decorrência da burocracia do Siafen, o sistema responsável pelo controle das despesas públicas do Estado. Os reagentes só chegaram ao Lacen no último dia 8, comprados com recursos próprios da Saúde. Desde então, 185 exames CD-4 foram realizados no laboratório, que é referência para o procedimento. Conforme Telma Pinheiro, os reagentes para o CD-4 são produtos importados, de difícil comercialização e de alto custo. O estoque desses produtos só será normalizado no Lacen com a próxima remessa pelo Ministério da Saúde. Caso haja algum atraso, os pacientes correm o risco de ficar novamente sem os exames. Em relação ao exame quantitativo da carga viral, Telma Pinheiro esclarece que tem estoque para atender os pacientes por cerca de três meses. O laboratório enfrenta, agora, mais um problema para abastecer estoque de produtos que são fiscalizados e controlados pela Polícia Federal, como a acetona, usada na realização de exames. Com a greve dos policiais, o Lacen pode suspender a realização de outros exames.

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