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Cidades

95% do granito usado no Estado � importado

FELIPE FARIAS O mercado local de empresas de mármore não está sendo preterido no fornecimento do produto para o Aeroporto Zumbi dos Palmares. A avaliação é do empresário Marcelo Freitas, que representa no Estado um grupo do Espírito Santo (ES), o princip

Por | Edição do dia 24/03/2004 - Matéria atualizada em 24/03/2004 às 00h00

FELIPE FARIAS O mercado local de empresas de mármore não está sendo preterido no fornecimento do produto para o Aeroporto Zumbi dos Palmares. A avaliação é do empresário Marcelo Freitas, que representa no Estado um grupo do Espírito Santo (ES), o principal fornecedor do produto para a construção. “Nada menos de 95% do granito utilizado na construção civil em Alagoas vem de fora porque aqui existem poucas jazidas e de tipos pouco variados”, argumentou Freitas. O dono da Reforgran representa em Alagoas o Grupo Rangel, que venceu a concorrência para fornecer o granito que revestirá a maior parte das áreas internas do aeroporto e, segundo ele, responde por 65% de todo o granito utilizado na construção civil no País, por possuir grandes jazidas. Ele disse ainda que essa situação não se restringe às grandes construções: a maioria dos prédios da orla também utiliza granito vindo de fora. “Basicamente, o projeto arquitetônico do aeroporto exigia um tipo de granito que não existe aqui”, acrescentou. O tipo classificado como “branco acqualux”, que recobrirá a maior parte das áreas de circulação internas, segundo o empresário, virá de uma jazida na Bahia. Outro fator que, segundo Freitas, beneficiou o grupo capixaba foram as exigências do processo de escolha desse revestimento. Além do preço, os critérios incluíram também qualidade e condicionaram a entrega a apresentação de um laudo técnico elaborado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo. O laudo foi exigência da construtora que está tocando a obra do aeroporto, a OAS, e da própria Infraero, a estatal responsável pela administração dos aeroportos brasileiros. O documento incluiu análises do grau de desgaste, de porosidade e de dilatação térmica dos tipos de granito e era determinante para a escolha. “As empresas locais não convivem com esse nível de exigência. A escolha do material utilizado no aeroporto foi muito criteriosa e as empresas daqui acabaram não tendo condições de atender a todas as exigências apresentadas”, acrescentou Freitas.

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