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Cidades

Greve suspende atendimento nos postos do INSS

FÁTIMA ALMEIDA Quem já reclama das filas de espera nas agências e postos de atendimento do INSS, ontem teve motivo de sobra para liberar o estresse. A greve de advertência deflagrada pelos previdenciários fechou as agências do edifício Ary Pitombo

Por | Edição do dia 24/03/2004 - Matéria atualizada em 24/03/2004 às 00h00

FÁTIMA ALMEIDA Quem já reclama das filas de espera nas agências e postos de atendimento do INSS, ontem teve motivo de sobra para liberar o estresse. A greve de advertência deflagrada pelos previdenciários fechou as agências do edifício Ary Pitombo, na Praça dos Palmares, o edifício Monte Máquinas, no centro de Maceió, suspendeu os trabalhos no Datasus (edifício do Ministério da Saúde) e na agência da Jatiúca, onde só a perícia funcionou normalmente. Cerca de duas mil pessoas ficaram sem atendimento, só em Maceió, segundo cálculos do comando de greve. A paralisação atingiu, também, vários municípios do interior do Estado, entre eles Arapiraca, Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos e Penedo. Muita gente que madrugou em busca de atendimento não conseguiu esconder a irritação. “Há pouco tempo fizeram uma greve de três meses (greve dos médicos peritos). Agora, pararam de novo”, reclamou a dona de casa Benedita de Oliveira. O principal motivo das reclamações, no entanto, é a falta de informação. “A gente vem do Interior. Gasta o que não pode com passagem, pernoita por aqui e quando amanhece o dia não é atendido. Deveriam ter avisado”, reclama Raimundo Vieira dos Santos, que veio de Rio Largo para renovar o benefício. O movimento dos previdenciários é nacional e integrado ao movimento dos demais servidores públicos federais pelo cumprimento do acordo da greve de 2003, segundo informou Idailza Beirão, presidenta do sindicato da categoria em Alagoas. Reivindicações Eles reclamam nove anos de perdas salariais, que se acumulam num percentual de 127%; a incorporação das gratificações produtivas; diretrizes de Plano de Carreira; correção das distorções na carga horária; e data-base em 1º de maio. A greve de advertência iniciada ontem termina hoje no final da tarde, mas se o governo não acenar com propostas, todas as categorias já têm indicativo de greve por tempo indeterminado a partir da segunda quinzena de abril. Na segunda-feira à noite o ministro do Planejamento, Guido Mantega, divulgou uma informação que animou os servidores. Segundo ele, os salários serão reajustados para boa parte das categorias, em base superior à inflação (IPCA 2003, que ficou em 9,5%). “Isso abre uma expectativa de que o governo vai negociar. Os servidores esperam isso. Mas se não houver avanço e não for cumprido o acordo de greve do ano passado, vamos abrir nossa campanha salarial e promover manifestações no dia 1º de abril, em comemoração ao Dia da Mentira”, anuncia Idailza.

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