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Den�ncias t�m motivos eleitoreiros, diz diretor

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De acordo com a equipe do Hospital, são encaminhados para Maceió os casos de infarto, traumas graves, acidente vascular cerebral (AVC), comas e partos de alto risco. ?Não temos UTI e nos casos de parto, nossa competência no momento é para os de baixo risco?, explica o médico Emmanuel Fonseca, diretor-geral do hospital. Segundo ele, os problemas sempre acontecem, até porque o hospital estava quase fechando as portas há pouco mais de um ano. Ele diz que a equipe foi drasticamente reduzida com o PDV e com as fortes ingerências políticas que possibilitaram a transferência de muitos profissionais. Na gestão passada a Pediatria do Hospital foi desativada e só agora está sendo reestruturada. Os esquipamentos estão sendo providenciados, assim como a contratação de pessoal do último concurso da Secretaria Executiva da Saúde (Sesau). ?O quadro de obstetras não cobre plenamente a escala de plantões, temos apenas quatro pediatras e em várias especialidades nosso quadro é menor do que o necessário. Em algum momento faltam profissionais, mas mesmo assim conseguimos aumentar o número de atendimentos de emergência, de 900 para mais de dois mil, em apenas um ano?, diz Fonseca. Mesmo com os problemas existentes ele considera as denúncias de cunho eleitoreiro. ?É no mínimo estranho que só agora, quando os problemas mais sérios estão sendo superados; que o hospital está sendo reincluído na faixa de investimento da Sesau para Assistência Humanizada Perinatal, quando estamos reequipando o hospital; quando estamos capacitando equipes em suporte básico e avançado da vida, quando humanizamos o atendimento, a partir da triagem, que antes era feita pelo agente da portaria, essas denúncias apareçam, exatamente num ano eleitoral?, diz ele. Segundo Fonseca, o Hospital tinha, antes, uma taxa de ocupação de 11,4% e hoje ela é de 67,8% e na sua opinião simboliza que, ao contrário do que diz o denunciante, o atendimento tem aumentado e melhorado.

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