Cidades
AL TEM AUMENTO DE REGISTROS DE SÍNDROME ASSOCIADA À COVID
Estado é o segundo do País com mais casos por cem mil habitantes da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica
Em um mês subiu de 44 para 52 o número de casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à Covid, um percentual de 18,1% em Alagoas. Os dados constam no boletim epidemiológico especial do Ministério da Saúde, que aponta ainda o estado como o segundo no País com mais registros por cem mil habitantes.
Em relação ao Nordeste, Alagoas – que registrou um óbito – é o terceiro estado com mais casos confirmados de SIM-P, de acordo com mapa publicado pelo boletim semanal do MS. Atrás apenas da Bahia com 92 e do Maranhão com 71.
No Brasil, 26 estados confirmaram casos – 20 deles registraram óbitos pela doença – sendo os com maior número de casos confirmados São Paulo, Minas Gerais e Bahia. E com mais óbitos acumulados em São Paulo. “A UF com maior incidência acumulada é o Distrito Federal, com 6,59 casos a cada 100.000 habitantes, considerando a população em risco (0 - 19 anos), seguido pelo estado de Alagoas, com 4,72 casos a cada 100 mil habitantes (0 - 19 anos)”, informa o MS. De acordo com o MS, em abril de 2020, em diversos países Europeus e nos Estados Unidos, houve alertas sobre uma nova apresentação clínica em crianças e adolescentes associada à Covid-19, que ocorre geralmente de duas a quatro semanas após a infecção pelo SARS-CoV-2. “Crianças e adolescentes, em geral, manifestam sintomas leves da Covid-19 e uma pequena parcela dessa população evolui para formas graves durante a fase aguda da infecção pelo SARS-CoV-2 (manifestando síndrome respiratória aguda grave – SRAG). Contudo, indivíduos nessa faixa etária podem desenvolver quadro clínico associado a uma resposta inflamatória tardia e exacerbada, que ocorre após infecção pelo vírus causador da covid-19, e é caracterizado como SIM-P”, informa o MS.
Na maior parte dos casos, segundo o Ministério da Saúde, é um quadro grave que requer hospitalização e algumas vezes pode ter desfecho fatal. “Desta forma, a vigilância da SIM-P é necessária por ter relação com a Covid-19 e torna-se importante para avaliar o impacto da infecção pelo SARS-CoV-2 na população pediátrica”, explica.
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